Paulo Rk

Paulo Rk
Contemplação da mente

segunda-feira, 13 de abril de 2015

A moça anã que me beijou no rosto, acenou, entrou no coletivo e partiu!



Ontem após as 16 horas, finalizado os meus afazeres profissionais, estava um caco, morto de cansaço, então o meu chefe me deixou na região da Penha, ele não pode me levar até em casa, conforme havia prometido, ‘sem problemas’, resolvi caminhar até a minha casa, mas como mencionei estava cansado, então decidi tomar um coletivo.
No ponto de ônibus, sentado estava olhando para o horizonte, aguardando a minha lotação, mas algo naquele ponto me chamou a atenção, eu e mais três pessoas, estávamos observando curiosamente uma anã.
Obviamente que eu, sempre discreto, não fiquei mirando os meus olhares curiosos em sua direção, pois não gosto de constranger ninguém, da mesma forma que odeio quando pessoas me encaram diretamente.
Mas o povo, em sua curiosidade morfética, não sabe disfarçar e estava deixando a moça anã constrangida, olhando ela com certo ar de assombro, por ela ser diferente.
Logo notei o seu desconforto e não pude evitar, dei um sorrisinho para ela, e percebi que foi um alívio, pois ela não estava mais suportando aqueles olhares famintos.
Sim puxei conversa com ela, e diga se de passagem, a moça anã é muito simpática, bem articulada, acabou desabafando que o problema dela ter nascido diferente não era o fato de ser de estatura pequena, mas a curiosidade do povo, em não disfarçar seus olhares, como se ela fosse do outro planeta.
Então o meu lado psicológico budista aflorou, dizendo a ela que tinha uma missão muito importante neste mundo para transformar todos os Carma de suas vidas passadas.
Ela se interessou muito sobre o budismo e como esta filosofia, poderia ajuda-la a transcender aquela situação que ela, confessou ser incomoda em todos os sentidos.
Como eu pertenço à divisão dos rapazes dentro da organização budista, lhe entreguei o telefone de uma moça budista, com problemas físicos semelhantes, para que ela pudesse ouvir de pessoas que superaram suas dificuldades através desta filosofia.
Ela me agradeceu muito dizendo que nós japoneses somos superiores, por sermos humildes e sempre buscarmos vivermos em harmonia com as pessoas e com o próprio mundo.
Eu retruquei e disse a ela que não tem nada de diferente em nós japoneses, só temos uma cultura, e poderosa religião (filosofia), que aqui podemos chamar de educação.
A educação japonesa se destaca no mundo inteiro por ser única, então a lotação dela chegou, me agradecendo, me deu um beijo de despedida no rosto, acenou e partiu com um sorriso.
Foi quando eu fiquei constrangido com os olhares fulminantes do povo preconceituoso, me focando como se eu tivesse feito algo errado, eu heim! (risos)
Paulo RK   

2 comentários:

  1. Amei a sua história. Davonê

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  2. Goasto muito dos seus textos. parabéns mais uma vez.

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