Paulo Rk

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Contemplação da mente

sábado, 2 de setembro de 2017

Que venha um ‘Setembro’, maravilhoso e cheio de glórias?

Eu vejo ou leio muito isso nas redes sociais, ou mesmo saírem tais ‘desabafos’ das bocas das pessoas, sempre quando elas passam por um mês anterior difícil, elas esperam ou criam expectativas de que o mês seguinte seja ela qual for, será melhor do que a do mês anterior.
Mas como tudo na vida, a vida não vai melhorar só porque a folhinha do calendário mudou de um mês para o outro, e tal ilusão acontece todos os anos, nos finais de anos, talvez levado pela euforia das comemorações, das festas quando todos nutrem a falsa impressão de que no “ano que vem” tudo vai mudar e ser diferente quando no meio do ano, percebe que continuam na mesma mesmice do ano anterior.
As pessoas preferem ‘acreditar’ que tudo vai mudar amanhã ou depois, porque é cômodo, acreditar por acreditar, e não fazer nada é mais fácil, pois não temos que tomar decisões, bastando simplesmente cruzar nossos braços e esperar, “vivendo” na eterna expectativa de dias melhores.
A questão é quem tem gente que ‘espera, espera e espera’, nada acontecendo, daí vem à frustração e começa a reclamar, eu conheço pessoas que se fazem de vitimas em tempo integral, e não fazem nada, absolutamente nada de positivo em relação as suas próprias vidas, esperando e cobrando dos outros, do governo e das pessoas do seu entorno mudanças que só lhe dizem respeito.
Então fica difícil de um mês ou ano vindouro ser melhor do que os meses ou anos anteriores, acreditar por acreditar não basta, meu pai sempre dizia que nascemos com duas pernas e dois braços perfeitos é para fazermos algo para nós mesmos, quem cruza os braços e “vive” a reclamar estará condenado a morrer reclamando e na própria desgraça de nunca terem vivido com dignidade suas vidas.
Porque para quem não sabe, ‘reclamar ou chorar’ que a vida está difícil ou ruim, só funcionava enquanto éramos ainda bebês e fazíamos cocos nas fraudas ou tínhamos fomes quando nossas mães providenciavam e atendiam carinhosamente os nossos choros, mas agora que somos adultos estamos sozinhos e por conta e responsabilidades própria, somos responsáveis ou pelo menos deveríamos ser, pelos nossos próprios atos, portanto se fizer merda, não espere colher coisas boas, porque a vida funciona assim mesmo, ‘colhemos tudo que plantamos’.
À tempos deixei de ser temporal hoje posso dizer e com muito orgulho que sou atemporal, então não fico eufórico ou esperançoso que o amanhã será melhor que hoje, mas vou vivendo um dia de cada vez, vou vivendo o meu presente fazendo dele o melhor que posso, afinal de contas, quem pode mudar a minha vida para o melhor, não são as mudanças que acontecem nas folhinhas dos calendários, mas as minhas próprias atitudes baseadas nas minhas decisões de querer sempre o melhor para mim mesmo, buscando e fazendo positivamente tudo que estiver ao meu alcance!

Paulo RK

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