Paulo Rk

Paulo Rk
Contemplação da mente

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Não sou eu que sou estranho, mas as pessoas que são mentalmente perturbadas!

Tenho dentro de mim ‘valores pessoais’ que são incompatíveis com as pessoas do meu entorno, pra começar não sou preconceituoso, e costumo enxergar a minha vida e todos os acontecimentos com muita naturalidade, aceitando de boa todas as condições alheias e tudo de muito bom agrado, importante mencionar; ‘tudo que não machuque ou prejudique o nosso semelhante’.
Parto do princípio que em nossas vidas é tudo um aprendizado, novas experiências que nos ajudam a nos tornar em seres humanos melhores,  aproveitando ao máximo, tentando assimilar os pensamentos alheios, escutando com muita atenção nas coisas que as pessoas falam, e refletindo muito, fazendo comparações entre a minha conduta e as condutas alheias em relação a própria vida, porque para quem não sabe, aprendemos muito com as diferenças.
E com isto tenho aprendido muito, alias foi na fase do pós-adolescente, no processo de transição para a fase adulta, do amadurecimento, que compreendi o quanto sou normal e as pessoas do meu entorno ‘fracas’, no sentido moral, não sendo eu o ‘estranho’.
Porque quem vive atacando as outras pessoas, e “vivem” na defensiva é porque quase sempre temem se relacionar com as outras pessoas por não terem habilidades alguma para relacionarem com pessoas diferentes ou com quem quer que sejam, pois tais pessoas não conseguem lidar com seus próprios conflitos pessoais, por esta razão conflitam com todos aqueles com quem tem que manter alguma relação, seja profissional ou social.
Hoje amadurecido aprendi a não escutar mais críticas ou comportamentos desprezíveis daqueles que se julgam melhores que alguém, que se julgam superiores baseados quase sempre em valores efêmeros e completamente mundanos.
Porque foi no processo do amadurecimento que aprendi a arte de ser invisível com aquele que não suporto ou não compartilho dos mesmos gostos ou predileções sinistras, contrárias dos sentimentos humanos da união e do amor ao próximo.
Vou parecer contraditório com o que vou mencionar, mas quando digo que aprendi a ser invisível com certas pessoas do meu convívio, quero dizer que aprendi a me anular perante a ignorância alheia, e se antes uma pessoa soberba que pensa que é superior em tudo, que é mais inteligente, o mais bonito, ou que ‘pensa que pensa’ falava algo negativo a meu respeito, isso me deixava puto e dava o prazer de perder meu tempo em provar para ele que estava errado, agora, aprendi que pessoas fúteis de baixa moral de conduta, são dignas do desprezo.
Sim aprendi que o desprezo é pior do que qualquer tipo de argumento lógico que eu use em minha defesa, porque essa gente só sabe compreender o que é conveniente para eles mesmos.
‘Tolos ou sábios’, ninguém gosta de ser desprezado, e ao aprender tal condição do ser humano desenvolvi uma técnica comportamental, reaprendi a viver de forma mais leve e solto desprezando o desprezível, sendo eu mesmo num mundo em que as pessoas se afirmam serem muitas coisas sem se quer ter humildade para compreender que não somos ninguém, ou melhor, agindo ou sendo sozinhos.


Paulo RK

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