Paulo Rk

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Contemplação da mente

sábado, 15 de setembro de 2012

Se abomina o preconceito racial então por que as praticam ?

Tenho muitos amigos afrodescendentes, e para alguns, somos como irmãos de sangue. Até competíamos em sala de aulas, para ver quem tirava as melhores notas, e tal rivalidade, era muito positivo, pois estudávamos juntos em épocas de provas, dando a maior força um para o outro. O tempo passou e mesmo depois de adultos, nos preocupamos uns com os outros, e mesmo que a distancia física seja uma constante, mantemos contato, sempre que podemos, para saber como estamos isoladamente. Nutrindo e cultivando desta forma, uma amizade eterna enquanto durar, mas principalmente, sincera e acima de quaisquer interesses, que não seja o da própria amizade. Assim devemos ser com todos, pois uma verdadeira amizade, é totalmente desprovida de qualquer tipo de sentimentos ruins e depreciativos, pois nenhuma raça humana, faz do homem superior ou inferior, mas o seu comportamento e caráter diante do seu semelhante, diz muito sobre si próprio. Outro dia, estava no Sushi Bar Barracuda pertinho de casa, com um amigo extremamente racista, ele odeia tudo que é diferente, e não pertença a etnia branca. Estávamos conversando sobre vários assuntos, inclusive sobre o próprio racismo, que os próprios afrodecendentes, praticam entre eles, principalmente, daqueles que se casam com pessoas de pele mais claras ou brancas, numa demonstração bem nítida de suas preferencias. Fui educado para respeitar as diferenças, sejam elas raciais, opções sexuais e sócio econômicas alheias, e a minha educação faz toda a diferença, dentro da sociedade, pois tento com isto, mostrar os valores intrínsecos de cada pessoa. Portanto, nunca tive dificuldades em me relacionar com as pessoas “diferentes” em meu meio, pois sempre levei em consideração, o respeito que as pessoas tem por mim. E a equação é bem simples; “se você me respeitar, eu vou te respeitar, do contrario é verdadeiro!” Depois de cinco garrafinhas de Brahma, o meu amigo “racista”, foi ao toalete, achei que ele demorou bastante, mas neste intervalo da ida ao banheiro, um grupinho de quatro rapazes afrodescendentes, chegaram, e se sentaram bem em frente a nossa mesa. Percebi que um deles ficou me encarando, desde que chegou ao local, e para a minha surpresa e desagrado, começaram a fazer piadinhas com a minha etnia. Fingi não me importar, mas eles faziam piadinhas com conotações sexuais, e ainda por cima, davam altas gargalhadas, como se fosse a piada revelação, e a mais engraçada do ano. Inevitavelmente, comecei a refletir sobre o comportamento hostil daqueles quatro cidadãos, eu que abomino o preconceito, seja ela qual for, não admitindo e não me permitindo praticar tal estupidez, pensei o quanto eles são contraditórios. Eles próprios dizem ser vitimas do preconceito alheio, mas eles próprios praticam tal hostilidade, com as outras raças. O fato de pertencerem a uma determinada etnia, não faz deles inferiores, mas determinados comportamentos desprezíveis, desvalorizam bastante o seu grupo racial. Através deste lamentável comportamento, eles sujam toda uma geração, dando razão para os que praticam o preconceito racial, das pessoas que rotulam, e discriminam os afrodescendentes. Se não gostamos de ser tratados com desprezo, não devemos ser estúpidos ou banais, com os nossos semelhantes, devemos respeitar todas as pessoas, todas as etnias, e todas as formas diferentes de vida. Aprendi a ter orgulho de ter a descendência oriental, e vou defender este orgulho até a minha morte, através do meu comportamento, sendo o melhor nos estudos, no meu trabalho e principalmente, como uma pessoa de grande valor, que sabe respeitar as diferenças, sejam elas quais forem, dentro de uma sociedade mista. Enfim, o meu amigo retornou do toalete, não falei sobre o ocorrido, sugeri a ele irmos para um outro bar, pois ele estava *armado e como mencionei, além de ser racista, ele também é muito desbocado, e não titubearia “armar” um barraco no local em defesa do amigo, “vitima do preconceito racial.” Devemos ser contrários, as realidades e injustiças sociais, praticadas contra as pessoas consideradas **“inferiores”, mas nunca ser contraditório, praticando um ato que abominamos nas outras pessoas. O sábio dito popular diz; “não queira para os outros, o que você não quer para si mesmo!” Paulo RK *ele anda armado, pois é investigador de profissão **não existem pessoas inferiores, mas existem comportamentos inferiores

Um comentário:

  1. Olá , passei pela net encontrei o seu blog e o achei muito bom, li algumas coisas folhe-ei algumas postagens, gostei do que li e desde já quero dar-lhe os parabéns, e espero que continue se esforçando para sempre fazer o seu melhor, quando encontro bons blogs sempre fico mais um pouco meu nome é: António Batalha. Como sou um homem de Deus deixo-lhe a minha bênção. E que haja muita felicidade e saude em sua vida e em toda a sua casa.
    PS. Se desejar seguir o meu blog,Peregrino E Servo, fique á vontade, eu vou retribuir.

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