Paulo Rk

Paulo Rk
Contemplação da mente

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Esperança



Nascemos com alguma vocação e até a pessoa descobrir qual é a sua, ele fica vagando no limbo, experimentando de tudo um pouco e ao mesmo tempo se desinteressando por tudo com a mesma velocidade com que escolheu, descobrindo muito rapidamente que não era bem o que queria em sua vida.
Tal condição é típica porque seres humanos são influenciáveis, e por não termos consciência das nossas verdadeiras vocações fazemos determinadas escolhas, baseadas na ‘moda’, só porque todos fazem, fazemos também!
No budismo apreendi a me observar, a escutar as minhas necessidades inerentes de fazer parte de algo muito maior além do que estou acostumado a fazer, colaborando comigo mesmo e ao mesmo tempo buscando um mundo melhor.
Quando novo assistia e lia muitas estórias em quadrinhas de heróis e me identificava com muitos deles, o ‘homem aranha’ era o meu predileto, porque apesar de seus poderes de aranha ele tinha o seu lado humano, fraco e vulnerável.
Foi criado pela avó e vivia o seu próprio drama pessoal e familiar por não ter conhecido seus pais biológicos, mas apesar deste conflito pessoal, ele assumia a condição de salvador da pátria e a despeito dos seus próprios problemas pessoais ele se esforçava em tempo integral para ajudar as pessoas, colaborando com um mundo melhor.
Tem um filme que assisti quando moleque cujo nome não me lembro, só sei que é do diretor americano Steve Spielberg, pois vi seu nome nos letreiros finais, quando liguei a t.v., o filme estava acabando mas acredito que peguei na melhor parte e muito provavelmente tais cenas ficará marcados na minha mente e vida por toda a eternidade.
E como não poderia deixar de ser e no melhor estilo ‘Spielberg’ o filme falava sobre extraterrestres, numa cidadezinha do interior norte americana um OVN caiu, deixando o local, perigosamente radioativo e a população caipira, apesar de assustada estavam curiosas, sem saber dos reais perigos que aquele objeto espacial poderia causar em suas pacatas vidas.
No entanto e a despeito dos perigos da radiação os alienígenas dentro da nave não eram hostis e tinham o poder de ler as mentes e intenções dos humanos, evitando o confronto ou um contato mais direto com os maus intencionados, contudo eles sabiam de alguma forma, que a maldade entre os homens não era um sentimento predominante deste planeta.
Quando uma garotinha acidentalmente se aproximou deles e adquiriu poderes, só não sei foi pela radiação, ou se o poder foi concedido propositadamente pelos extraterrestres, que perceberam nesta garotinha, um coração digno para receber tal capacidade de cura.
Como mencionei anteriormente peguei o filme no finalzinho, quando a menina estava sendo perseguida por um assassino contratado pelos agentes do FBI e pelos próprios agentes.
A menina estava sobre a proteção de um casal que parecia estar sendo controlados pelos ET’s, não tenho muita certeza, eles estavam indo para a rodoviária tomar um ônibus e sair daquela cidade, com o intuito de proteger a menina.
Enfim duas cenas que marcou muito, a primeira quando a garotinha viu no corredor do banheiro uma linda moça, careca e sentada numa cadeira de rodas, estava sem forças e muito triste, ela se aproximou desta moça e muito comovida deu um  sorriso e a abraçou, no instante momento que a menina abraçou a  cadeirante, ela começou a chorar, e seu semblante mudou de aspecto e agora com um vasto sorriso levantou da cadeira  e agradeceu em prantos a sua salvadora.
Neste intervalo o assassino contratado observou uma movimentação no corredor e localizou seu alvo, mas o homem que estava com ela, o seu protetor gritou ‘fuja’ e foi enfrentar o mesmo.
A mulher não titubeou pegou no bracinho da menina e começaram a correr para o lado oposto, enquanto os dois homens se atracavam, infelizmente o assassino levou a melhor matando o  homem protetor. (tristeza)
Continuando a sua perseguição, ele alcançou as suas vítimas e matou friamente a mulher na frente da criança, e apesar dela saber das intenções do assassino a menina não demonstrou medo, muito pelo contrario o encarou com um sorriso no rosto e perguntou se ela poderia abraçar ele, ele meneou a cabeça positivamente e novamente algo aconteceu.
Ao ser abraçado pela criança ele começou a chorar como se fosse um garotinho inocente e perguntou a ela o que ela tinha feito, pois simplesmente a intenção dele de matar se transformou numa necessidade de proteger, colocando a no ônibus e inclusive matando os dois agentes que estavam no encalço deles.
Desde então eu sempre quis ter o poder do homem aranha de ajudar as pessoas e o poder de curar as pessoas como os da menina e assim tirar os sofrimentos daqueles que amo nesta vida, pois os sofrimentos daqueles que amo me faz sofrer por tabela, e assim mudar o mundo para o melhor!
Mas foi em 1999 que mudei o meu conceito (amadurecido) de considerar humanos fracos e patéticos na sua forma, foi com a filosofia budista que aprendi o valor de sermos humanos e sobre os nossos incríveis poderes inerentes da capacidade natural de superação.
Numa das passagens do Sutra Sagrado de Lótus está escrito que o Buda salva as pessoas através das palavras, BINGO!
Foi quando descobri o poder motivacional que as palavras possuem de resgatar da escuridão fundamental (ignorância) uma alma sofredora, e sem quaisquer motivações pela vida.
Despertando em mim a própria consciência do Buda de que também possuía tais poderes naturais de poder curar os males que fazem tanto sofrer as pessoas deste século.
Uma curiosidade, o Buda escreveu sobre os sofrimentos da humanidade setecentos anos atrás e daquela época pra cá em pleno século XXI a humanidade continua a sofrer pelos mesmos motivos, desarmonia familiar, doenças, financeiros e conflitos de personalidades.
Daquela época pra cá o mundo “evoluiu”, a ciência e a tecnologia deram saltos monstruosos rumo à modernidade, no entanto as questões humanas continuam tão primitivas quanto à época dos nossos primórdios, e o homem moderno não consegue viver em harmonia com os da sua própria espécie e muito pior não consegue viver em harmonia consigo mesmo.
E é onde eu entro, cumprindo com o meu papel de herói, descobri a minha vocação de fazer despertar nas pessoas todos os sentimentos bons através das palavras carregadas de carinho e consideração pelo próximo (empatia), motivando as e fazendo despertar nelas esperanças que até então elas próprias desconheciam.
É muito gratificante ouvir das pessoas palavras de gratidão quando elas nos responsabilizam por quem elas são e por tudo que elas realizaram após um longo bate papo, no entanto devo lembrar que o meu papel foi ínfimo na vida delas, eu apenas acionei o botão liga/desliga, apenas mudei, troquei a chave da posição desligado para o ligado, e na verdade foram elas próprias que fizeram por merecer, me escutaram, refletiram e o mais importante, tomaram rédeas de suas próprias vidas.
Descobrindo que elas podem fazer a grande diferença seguindo suas próprias intuições desde que decidam por si mesmas mudar uma condição que lhes desagradam.
O mundo não é ruim e as pessoas não são cruéis, somos nós mesmos os nossos piores inimigos quando ficamos inertes e passiveis perante os obstáculos em nossas vidas.
E agora que descobri recentemente a minha verdadeira vocação estou estudando e me dedicando muito para viver o resto da minha vida como palestrante motivacional, desejo fazer algo que gosto e não me aposentar tendo uma vida medíocre, dentro de uma sala de escritório resolvendo problemas burocráticos de empresas, só para ter dinheiro para pagar contas no final do mês.
Quero colaborar com um mundo melhor ajudando as pessoas, despertando nelas sentimentos bons, como ter esperança em suas próprias vidas e com isso obter mais felicidade na minha vida por quem eu sou e pelas minhas realizações como colaborador de um mundo melhor.




2 comentários:

  1. De que adianta ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma! http://blogdoscristaoss.blogspot.com.br/2016/02/sera-que-eu-nao-posso-me-divertir-agora.html

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  2. Parabéns pelo artigo. Muito bom Paulo.

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