Paulo Rk

Paulo Rk
Contemplação da mente

domingo, 22 de janeiro de 2012

Conflitos pessoais em nossas vidas



Sabia que eu tenho um medo danado de conhecer as pessoas pela internet?
A questão é, as pessoas geralmente, antes de me conhecerem pessoalmente, fazem ou criam grandes expectativas, achando que sou uma pessoa muito especial.
Não entendo, porque elas criam este tipo de imagem sobre mim, pois não tento ser o que não sou, apenas tento ser eu mesmo.
Um pessoa modesta, e sem grandes atrativos, preferindo viver com os pés no chão, e consciente de tudo que sou capaz, ou não de realizar neste mundo.
Geralmente essas expectativas alheias, me impedem de formalizar qualquer encontro, pois fico com medo de decepcionar as pessoas.
Não que eu faça, uma propaganda enganosa sobre eu mesmo, ou iluda as pessoas, dizendo o que elas querem ou desejam ouvir, mas a questão é que as pessoas, sempre procuram nas outras, tudo o que elas não conseguem ser (fato).
E como quase sempre, não podemos agradar todo mundo, fico inibido e quanto mais extensa for o relacionamento virtual, mais distante será a possibilidade do contato real.
Pois parece que, o meu medo de decepcionar as pessoas, fica maior conforme eu vou me apegando a elas, nutrindo um carinho e poupando as de magoa-las.
E para agravar esta realidade , existe a incompatibilidade de dias e meses do ano, pois quase sempre, todos aqueles com quem me relaciono virtualmente, são de outros estados, e quando eles vêm para São Paulo, nunca conseguem me encontrar.
Pois eles resolvem tirar férias, nos meses em que mais trabalho, dando se a impressão, de que estou me esquivando ou evitando-os.
É verdade, que nunca ninguém mencionou tal fato, e deve ser apenas mais uma atribulação criada, pela minha menor porção genética e esquizofrênica(DNA), herdado dos meus antepassados.
Talvez para muitas pessoas, este tipo de assunto nem passe pelas suas cabeças, mas saibam que é uma preocupação real e constante, pois há um conflito permanente dentro da minha mente.
As pessoas, muito gentis me confortam dizendo; “que não deveria ser tão cruel comigo mesmo, pois tais pensamentos não são verdadeiros, apenas uma neurose e uma necessidade pessoal, de estar sempre agradando as outras pessoas.”
Então eu vivo um novo dilema, vivo a questionar sobre a minha própria natureza intrínseca, e a forma de como fui criado.
O conceito da minha educação, teve como base, a harmonia entre as pessoas, e qualquer tipo de conflito gerado por incompatibilidades, sejam de atitudes ou pensamentos, gera um grande desconforto para mim.
Sei lá, talvez seja melhor não ficar pensando “coisas” do tipo que nunca terei certeza, a propósito conjecturar nunca foi o meu forte.
Mas de uma coisa eu tenho convicção; “as pessoas sempre procuram nas outras, o que elas não encontram nelas mesmas.”
Paulo RK

4 comentários:

  1. Olá doce amigo Paulo. Primeiramente peço que não se refira a si mesmo no feminino. É "eu mesmo, não "eu mesma. Isso dói.
    Quanto ao seu "problema", se é que se pode chamar assim, as vezes acho que você é igual a uma grande amiga minha que conheci recentemente, complica cousas simples. Acho que o problema está mais em você e na forma como você se vê, nas expectativas que você cria, do que nas outras pessoas. Eu adoraria te conhecer pessoalmente e sinceramente não crio expectativa nenhuma quanto ao seu jeito de ser, pois egoisticamente passei a me preocupar mais em como eu me vejo, e não como os outros me vêem ou como eu os vejo. Experimente isso, vai se sentir melhor.

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    1. Valeu Edu, pela correção, eu costumo ter muitas dúvidas em relação a nossa querida e estimada língua portuguesa, devido a sua complexidade e em parte por falta de interesse em aperfeiçoar a mesma.
      Então a questão não é o que penso ou crio no plano imaginário, é que as pessoas me colocam no altar, elas falam de mim como se eu fosse o "escolhido" rsrsrsrsrsr, e portanto me sinto na obrigação e muitas vezes me policio em palavras e atitudes o tempo todo para não ofender ou ser indelicado com as pessoas. Pois você sabe como as pessoas estão sensíveis e carentes nos dias de hoje. As vezes fico até constrangido,quando as pessoas me elogiam demasiadamente pois não sou tudo isso, até você Edu, fica me chamando de "doce", quando eu mesmo, sei que o meu doce está para um azedo bem marcante! kkkkkkkkkkk

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  2. Paulo, é verdade o que vc falou, geralmente as pessoas querem no outro o que não encontram em si. Então te aconselho a não se preocupar, pois é um problema, um conflito e até uma certa imaturidade do outro, coisa q vc não poderia resolver e nem tem como ajudar (ou seja, não é uma falha sua, então não há o que se fazer...e por isso não interiorize a falha do outro em vc, senão são dois que ficam pra baixo, "cai o nível", não sei se consegui explicar.

    com o tempo a desilusão até infantil do outro vai embora e fica a boa amizade.

    grande abraço!

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  3. Oi Alexandre, que bom que não se esqueceu de mim, fico muito feliz, quando pessoas de culturas relevantes interagem comigo, pois com isto tenho a certeza de que estou escrevendo de forma clara e que as minhas questões existenciais( de ser ou não ser ) foram habilmente transmitidas.
    Mas a minha preocupação em relação as pessoas é não querer desaponta-las, em partes é minha culpa, pois acho que ainda não amadureci, e vivo dentro de mim, aquela necessidade de quando somos crianças de não querer fazer coisas erradas para não desapontar os pais. E o pior Alexandre é que fui criado e de uma certa forma "programado" para não magoar ou ofender as pessoas, o que torna as minhas crises existenciais mais viscerais comigo mesmo! Valeu pelo 'coment' !

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