Paulo Rk

Paulo Rk
Contemplação da mente

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Bem dita seja as cervejas, sem elas não seria ninguém!

Adoro festinhas, baladas noturnas e afins, pois tudo isso tem algo muito em comum comigo, as bebidas! Nem preciso falar que tenho um fraco por cerveja, A-D-O-R-O me embebedar e ficar pra lá de alegre e consequentemente me tornar no centro do universo, pelo menos na rodinha que se forma ao meu redor. Acho mesmo que é a única “droga” que consumo conscientemente e sei que faço um bem danado pra todo mundo (segundo relatos de testemunhos) e porque não dizer para mim mesmo. Não quero dizer com isto que a vida esteja uma merda, muito pelo contrário apesar de não ter tudo que desejo, sou muito feliz com todas as conquistas pequenas aos olhos de muita gente, mas com toda certeza, dignas e absolutamente meritória do meu ponto de vista. Apreendi desde cedo que temos que levar muito a sério as nossas vidas, sério até demais, para não fazer burradas, que nos façam lamentar pelos restos de nossas estadias neste planeta. Com a palavra vida, quero dizer aos estudos, ao trabalho, com os amigos e com as nossas famílias, são assuntos sérios e nunca devem ser tratados com desdém, pois homem nenhum é uma ilha, e todo homem que se preze, tem que assumir suas responsabilidades e compromissos, é o que nos distingue de outras espécies no reino animal! Voltando ao assunto que me apetece, as “cervejinhas,” o único mal que pode me acontecer quando embriagado, são os maus entendidos (dos outros). Tem muita gente boa neste planeta, e o mesmo posso falar das pessoas não tão boas, que levam tudo para o lado pervertido. De repente quando fico mais exaltado, com o “etanol” correndo nas minhas veias a todo vapor, começo a dançar como se fosse um dançarino do balé clássico russo misto com dança de rua (street dance). Alguns comentários de mau gosto são inevitáveis, infelizmente tem gente que vai a festas “carregadas”, levando consigo todas as suas frustrações de uma vida monótona, sem a mínima intenção de se divertir. E ficam isolados quando não estão com as suas má faladas panelinhas a observar com seus olhares reprovadores, todos aqueles que procuram se divertir de alguma forma. Por favor, me convidem para as suas festas, mas não me peça para me comportar, pois levo muito a sério quando o assunto é diversão, e não vou ficar parado tomando a minha brejinha, num canto qualquer da festa. Preferiria ficar em casa fazendo algo do meu agrado, simples assim. Porque ter que presenciar pessoas, me estranhando no dia seguinte, depois de uma noitada agitada ninguém merece. São pessoas medonhas, “buzinando” em meus ouvidos, e o que é pior, criticando todo o meu desembaraço, como se eu fosse uma prostituta, pronto para morrer apedrejado. Esqueça essa parte da prostituta, acho que fui muito dramático, enfim, só sei que as pessoas que não se preocupam em se divertir nas festas, devem ser muito chatas em suas vidas. Pois o propósito de festas, é a alegria, é o festejar, o comemorar, enfim é sair do básico comum, e nos extravasar marcando a nossa presença em comemoração coletiva, do que a própria vida nos oferece de melhorar, que é a própria condição de estarmos vivos! Paulo RK

domingo, 20 de janeiro de 2013

Ainda bem que você é meu amigo pra cacete!

Que o inferno está cheio de boas intenções todo mundo sabe, mas o problema é que tem gente que não sabe ou não tem consciência de como elas nos fazem sofrer sendo sinceras com as suas opiniões. Quer um exemplo? Tem um sujeito “muito amigo meu”, nos conhecemos faz muito tempo, não da infância mas acredito a uns 10 anos, tempo pra cacete! “Cacete” o suficiente para ele conhecer a minha vida pessoal e as minhas condições financeiras. No entanto ele parece não querer enxergar todas as coisas que falo sobre as minhas lutas e conquistas sacrificadas, quando o meu suor fica bem próximo das lágrimas derramadas pelos escravos, que se esforçavam tanto para receber apenas comida como forma de pagamento. Mais do que qualquer pessoa, ele é testemunha do quanto ralo nesta vida, para conseguir coisas que para muitos pode parecer pouco, mas para mim são sinônimos de muito orgulho pessoal. São conquistas básicas, é verdade, mas dignas de uma pessoa que nunca cobiçou ou colocou as mãos, nos bens alheios. Então fulano chega e começa a falar, que você está na merda, porque não conseguiu comprar carro até hoje, e que precisa ficar horas nas redes sociais nos fins de semanas, por não ter dinheiro para sair. De certa forma tudo isso que ele fala é verdade, não nego, mas o jeito dele falar, me faz sentir incompetente e incapaz neste mundo. Ainda por cima quando retruco, ele fala que gosta de mim pra “cacete” e que sou o “brother” que ele nunca teve, então engulo as lagrimas a seco e não falo mais nada. Achando mesmo que tais palavras indigestas são para o meu próprio bem, e que tenho que ter muita gratidão por ele estar sendo sincero comigo em falar certas realidades na minha cara. Só que tal realidade me fez refletir muito sobre as coisas e o jeito que as pessoas nos falam em nome da sinceridade. Porque certas verdades devem ser ditas com palavras bem “calculadas” para não causar quaisquer danos, principalmente os danos emocionais que são tão irreversíveis as nossas estruturas morais. Existem muitas formas de ser sincero, de preferencia costumo optar por aquela mais branda, de forma bem sutil onde os impactos por mais verdadeiras que seja, não cause tantos estragos a autoestima de quem quer que seja. É o jeito “politicamente correto” de dizer as coisas e ser sincero com as pessoas, geralmente costumo brincar com elas dizendo as verdades na maior descontração, e quase sempre com duplo sentidos. Muitas vezes dá certo porque não choca tanto quanto “vomitarmos” na cara das pessoas certas realidades, e que de algum modo, as fazem refletir sobre as suas próprias realidades de vida. Gostar de sinceridades todo mundo gosta, mas vamos nos policiar para não cometer os mesmos erros que as outras pessoas cometem com a gente. Pois dizem que pimenta nos olhos das outras pessoas são refrescos para os nossos! Paulo RK