Paulo Rk

Paulo Rk
Contemplação da mente

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Afinal de contas quem é deus e quem é o diabo neste mundo profano?

Eu não sei quanto a vocês, mas desde que me entendo por gente e consciente pelos meus próprios atos neste mundo, eu não consigo imaginar esse deus, e esse diabo que todos costumam mencionar ou falar todas as vezes que acontecem coisas boas ou ruins no mundo.
Tanta gente falando que deus é amor, paz, compreensão, afeto e carinho universal, quando essa mesma gente, são hostis com o seu semelhante aqui na terra, e tem um detalhe macabro que freqüentemente observo nessa gente “religiosa” que frequentam igrejas, elas parecem saírem pior de lá, caluniando, discriminando e até blasfemando contra as religiões alheias e contra a própria vida daqueles que eles julgam serem pecadores por não seguirem as suas mesmas crenças.
E as incoerências com o diabo não são diferentes com os que acontecem com esse ‘deus’ supostamente onipotente, onisciente e onipresente, tem gente que é o cão em pessoa, se fazendo de bom samaritano só para obter vantagens ou algum lucro ilícito praticando toda maldade contra o seu semelhante aqui na terra, para depois “culpar” esse que todos torcem o nariz e até temem pronunciar o nominho dele, estou falando no próprio capeta.
Então a “lógica” dos católicos deste lado do hemisfério ocidental do planeta terra funciona desse jeitinho, ‘quando acontece coisa boa na vida de um mortal comum, foi deus, e quando acontecem coisas ruins é “obra” do diabinho!
É muito fácil “viver” tendo essa crença, afinal de contas parece que os ocidentais católicos não querem se responsabilizar pelos seus próprios atos, preferindo fazer ou praticar atos impensados para depois, conforme seus resultados negativos ou positivos atribuir a alguma “entidade invisível” ou força imaginária que não elas mesmas, e que não conseguem definir ou explicar em palavras.
Acredito que por esta razão o mundo se encontra neste caos, onde manda quem pode e obedece quem tem juízo, a humanidade com base neste conceito do “divino”, se tornou no próprio inferno, onde o próprio homem impõe sofrimentos a sua própria humanidade e contra os das outras espécies.
Muitas pessoas morreram em nome desse suposto e imaginário “deus”, então uma pergunta, ‘se deus é todo amor, por que do derramamento de tanto sangue na história da humanidade’ em nome dele?  
É tanta falta de coerência e lógica que ‘de boa’, não consigo seguir qualquer religião da linha católica, preferindo mesmo a filosofia e estilo budista do bom senso e causa e efeito.
Sendo que tais incoerências acontecem com o “capeta”, é a mesma ideia conceitual errônea desse povo alienado, observem!
O filho mais velho da minha vizinha, supostamente bem casado, tendo um filho adolescente, prosperava profissionalmente, comprou um apartamento e só andava de carro ‘semi-novo’, comprou um carro para sua “amada” esposa para que ela pudesse gozar a liberdade de locomoção, tendo mais liberdade não dependendo do seu “amado” marido, para completar tal alegria da família feliz e alguns anos atrás nasceram duas lindas meninas gêmeas.
Tudo estava indo de vento em polpa, parecendo com aquelas novelas ou filmes de Hollywood onde tudo parece um conto de fada! (risos)
Mas nem tudo na vida é um mar de rosas, e o buraco é sempre bem mais abaixo do que conseguimos imaginar, de repente a mãe desse rapaz, parece estar sofrendo e muito, ela me confidencia que seu filho prodígio se separa de sua estimada nora e está com a outra mulher, e a mãe aflita com o sofrimento do seu neto que desabafa com ela não sabe mais o que fazer.
Segundo minha vizinha, depois que seu filho conheceu a ‘outra’ mulher, a vida dele desandou, perdeu um emprego, a sua nora vive chorando pelos cantos da casa, seu neto revoltado e as doces meninas gêmeas vivem tristes e como não bastasse a cegueira da minha vizinha de culpar a ‘outra’ pelos infortúnios que seu filho está passando, ‘ela’, a minha vizinha, culpa o capeta dizendo que é a coisa ruim “trabalhando” na vida do seu filho, que está atrapalhando e arruinando a vida dele.
Como budista e mais realista com as responsabilidades do poder divino concedido a todos nós, do livre arbítrio neste planeta e mundo, acho um absurdo tal afirmativa e crença desta minha vizinha.
Ela diz que o ‘coisa ruim’ está atuando na vida do seu filho com o intuito para arruinar a vida dele, mas não questiona os próprios atos dele, querendo tipo “inocentar” o criminoso de suas próprias responsabilidades e atos impensados, quando fez sua esposa, seu filho adolescente e as gêmeas sofrerem quando traiu a família toda, trocando por uma mulher estranha para seu próprio prazer, ignorando o próprio sofrimento imposto a sua família, isso é um sacrilégio.
Foi por esta razão que mencionei logo de inicio deste texto que pessoas são irresponsáveis e adoram se livrar de seus compromissos (obrigações) com o poder do livre arbítrio, das responsabilidades que nos compete assumir por termos tal poder, preferindo agir na hipocrisia e covardia, alegando ser “obra” de deus, quando as coisas dão certas e “obra” do diabo quando as coisas dão erradas, mas nunca refletindo sobre as conseqüências de seus próprios atos baseados no poder do livre arbítrio.
Infelizmente enquanto tal conceito errôneo do que é divino e profano for cultuado pela própria igreja católica o mundo continuará a ser este inferno de incessante sofrimento, onde apenas os falsos profetas prosperam e os patéticos fiéis pagarão pelas suas próprias ignorâncias, aceitando o errôneo como certo pela própria falta de visão e cultura religiosa superior para se livrarem de seus próprios sofrimentos da escuridão fundamental inerente!

Paulo RK

Ninguém é igual a ninguém!

Às vezes em frente ao espelho eu me reparo, observo minha cara, meu corpo e me arrumo para parecer “bonitinho” perante as pessoas, mas tudo bem porque acho que tal comportamento seja absolutamente ‘normal’, acredito que todo mundo faz isso antes de sair de casa para trabalhar, para escola, faculdade ou algum curso técnico da vida, ‘acreditando que a sua vida vai melhorar por ter mais um diploma pendurado em alguma moldura cheio de pó, pendurado em alguma parede mofada e esquecida da sua casa. (risos)
Mas na verdade o que me incomoda mais (muito mais), não é a imagem do meu reflexo da minha aparência externa em frente ao espelho, afinal de contas não ligo muito para aparências ou da minha “beleza externa” (risos) perante as pessoas do meu entorno, porque sinto que as pessoas que afirmam gostarem de mim, gostam por quem eu realmente sou por dentro, pelo meu caráter e humildade de ser.
No entanto somos todos humanos e vivemos por um motivo e razão, ‘superarmos nossas dificuldades em sermos melhores’, todos batalhamos e devotamos nossas vidas para sermos felizes, a dificuldade é imensa e inquestionável, no entanto quem quiser ser verdadeiramente feliz neste mundo precisa enfrentar seus próprios medos e fraquezas pessoais.
E a condição mais difícil e complexa é sempre encararmos os nossos próprios medos e fraquezas!
Dizem que Buda e Jesus não agradaram todo mundo, e vou confessar a todos vocês estimados e queridos leitores, eu vivo preocupado em agradar a todos, ‘eu sei’, é muita pretensão a minha, mas na área da minha atuação profissional eu preciso, ou pelo menos tento agradar, para poder pagar minhas contas com mais folga nos fins de meses. (risos)
A questão intrigante desta minha reflexão é que nem todo mundo ‘vai com a nossa cara’ e por mais que a gente tente agradar, elas não correspondem os nossos esforços ou nossos ‘sacrifícios’ em fingir gostar delas, no entanto e como mencionei, não posso ignorar o fato de que algumas pessoas não gostam de mim, por mais que eu me esforce.
Não se trata de uma carência pessoal de querer ser aceito pelos outros, mas uma necessidade natural latente e inerente por ter na minha consciência de que se não estou conseguindo agradar algumas pessoas do meu entorno é porque tenho que melhorar algo que não consigo enxergar, alguma falha ou deficiência comportamental da minha própria conduta.
E para agravar tal drama pessoal, as pessoas parecem ter dificuldades em serem sinceras com as outras pessoas, nas coisas que desagradam elas, por exemplo, se tem algum comportamento seu que me incomoda, vou te chamar de canto ou de lado e vou falar a real.
Sendo assim e tendo esse perfil, ‘adoro e amo de paixão’ pessoas que me jogam ou vomitam na minha cara todas as minhas fraquezas que não consigo enxergar por conta própria, porque a vida funciona melhor desse jeito, conseguimos enxergar as falhas e deficiências dos comportamentos humanos alheios, mas não os nossos próprios.
E acredito nessas pessoas sinceras como sendo os meus anjos da guarda, pessoas iluminadas que me ensinam a ser melhor e a buscar o melhor para mim, infelizmente são raras tais pessoas, pessoas corajosas para apontar e dizer na nossa cara o que fazemos de errado!
Porque acredito naqueles que me apontam o dedo e destemidamente indicam o meu defeito, aquele que não tem medo de dizer alto e claramente no que devo melhorar, porque ‘gente’ ninguém cresce convivendo com pessoas piores ou medíocres, definitivamente para sermos melhores temos que conviver com os melhores.
Não estou a lamentar, apenas uma reflexão pessoal de indignação ou apenas mais um desabafo que me permito por aqui, afinal de contas está cada vez mais difícil dizer às pessoas o que pensamos na vida real, na realidade, se quer elas (pessoas) se interessam nos pensamentos ou sentimentos dos seus semelhantes.
Afinal de contas ninguém é igual a ninguém!

Paulo RK