Paulo Rk

Paulo Rk
Contemplação da mente

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Será que você é uma pessoa chata e não tem a consciência de ser uma pessoa chata?

Hoje depois de amadurecido e responsável pelas minhas próprias atitudes e em relação às pessoas do mundo e com a minha própria vida, procuro fazer tudo ‘certinho’ de modo a não incomodar ninguém.
Mas mesmo tendo tais cautelas, preocupado com o bem estar alheio, tem gente que se incomoda com a gente só porque somos do jeito que somos.
Mundo maluco esse não é mesmo ou as pessoas que são doidas?!?!?
Saibam que as pessoas que reclamam de suas vidas das pessoas e do próprio mundo, são as que causam transtornos as outras pessoas, muito embora elas não admitam ou muito pior, não tem a consciência de que são elas mesmas que causam incômodos as outras pessoas do seu entorno, revelando o lado hostil das pessoas com o seu “jeito” de ser e conseqüentemente, tornando seu próprio mundo, num lugar inóspito para a convivência social.
 Falo com propriedade, não porque acho, por puro achismo, mas por conhecer pessoas chatas de todos os tipos e naipes, certa vez um amigo chato me confidenciou não saber ‘por que’ as pessoas o odiavam e fazia pouco caso dele, sendo que ele “era” tão legal com as pessoas, conforme suas próprias palavras e opinião pessoal.
Na época não tinha o ímpeto que tenho hoje de dizer na cara das pessoas realidades que elas não gostam de enxergar, mas se fosse hoje certamente que lhe diria; ‘porque você é chato’ meu amigo! (simples assim)
Estou mencionando uma condição alheia, mas saiba vocês que também temo esta cegueira “conveniente” de não conseguir enxergar os meus próprios defeitos, atribuindo as condições negativas das outras pessoas a elas mesmas e nunca a mim mesmo.
Sou sincero em dizer que adoro pessoas sinceras, daquelas que falam na cara da gente tudo que não gostam de nós, dos nossos defeitos comportamentais e por tudo que falamos de desagradável e entre muitos outros defeitos que temos e não conseguimos enxergar porque ninguém teve a coragem de nos falar, e por gostar de gente assim, resolvi “copiar” o jeito delas de ser, porque afinal de contas costumo dizer por aqui e na minha vida real que ‘pessoas me inspiram’, busco nas pessoas parâmetros de tudo que desejo ser na minha vida e por tudo que acredito ser correto nelas.
Acredito na convivência social entre os meus para construir a minha própria condição de ‘ser humano perfeito’ ou pelo menos no que acredito ser o ‘humano perfeito’, se é que exista?!?!?
Enfim hoje falo pelos cotovelos, desde a ‘ramela dos seus olhos, ao teu mal hálito, desde a sua mania de roer unhas até  seu mal cheiro por não usar desodorantes’, por esta razão tem dois tipos de gente no meu mundo e neste planeta, os que me odeiam pela minha sinceridade e os que me amam pela minha própria honestidade de falar tudo que me desagrada na cara delas, mas não me importo, pois dizem que nem Jesus e nem Buda conseguiram agradar a todos.
Só sei de uma coisa, se estou sendo chato ou desagradável por algum motivo fale, fala para que eu possa corrigir a minha falha como um ser humano e me permita crescer na vida como uma pessoa melhor!
Paulo RK



sexta-feira, 30 de junho de 2017

Eu queria não sentir ‘raiva boba’ das pessoas, principalmente dos meus familiares!

Toda família que se preze tem uma briguinha principalmente entre irmãos, ‘coisas de família’, acho que não exista no mundo racional ‘famílias perfeitas’, se existir provavelmente eles escondem algum podre por baixo do tapete, tipo ‘segredos de alcova’.
Porque acho extremamente normal uma briguinha de vez enquanto, funcionando como um ‘temperinho’ a mais na comida, dando aquela ênfase na própria união da família.
Mas eu tenho um ponto fraco, e estaria mentindo se negasse tal fraqueza emocional, quando brigo com a minha irmã fico com tanta raiva naquele momento que fico sem falar com ela por vários dias e até semanas.
A minha mãe, como toda mãe já tinha detectado tal “defeito” em sua prole, e me confidenciou que se preocupava muito comigo, e se eu não mudasse esse meu jeito de ser sofreria muito depois de adulto.
Dito e feito, mães não erram sobre seus filhos, elas sabem, conhecem instintivamente como são cada um deles, e eu não sou exceção, hoje lembrando as palavras de minha mãe, tento mudar esse meu jeito ‘rancoroso’ de ser, mas não está sendo fácil (confesso), e todas as vezes que brigo com a minha irmã, sofro.
Sofro por ficar com aquela ‘raiva boba’ e prolongada e a minha irmã no dia seguinte esquece tudo com muita facilidade, ‘esquece’ de todas as ofensas verbais que “vomitei” com a tal da ‘raiva boba’, e me procura falando como se não tivesse acontecido absolutamente nada.
Eu poderia mencionar várias desculpas esfarrapadas para me defender, dizendo que homens amadurecem tardiamente que as mulheres, mas identifico em mim uma fraqueza, tanto que a minha própria mãe tinha me confidenciado e identificado tal fraqueza quando eu ainda era garoto, conforme mencionei parágrafos acima.
A questão é que por mais que eu fique bravo com as presepadas da minha irmã e fique com ‘raiva boba’ dela, e fale um monte, parece que ela não consegue ter a mesma ‘raiva boba’ que eu tenho, e pra pesar ainda mais na minha consciência ‘ela morre de pena ou dó de mim’, achando que a minha vida é sofrida, e que sofro calado segundo as suas palavras para alguns amigos meus, vê se pode!
É claro que não tenho raiva da minha irmã, mas de suas atitudes que põem tudo a perder na vida, não estou julgando seu estilo de vida, cada um conduz a sua própria conforme suas próprias conveniências, no entanto quando vivemos juntos no seio familiar, certas burrices ou desinteligências na vida deveriam ser evitadas, pois os resultados das conseqüências impensadas fazem toda a família sofrer, por isso eu crítico suas atitudes, pois ‘perfeita ou não’ ainda somos uma família, e como mencionei ‘família perfeita’ é uma utopia.
Sim, estou trabalhando com este meu lado fraco, pois depois do amadurecimento e estudar muito a filosofia budista compreendi que a minha irmã é uma alma evoluída e a despeito das “burrices” que ela apronta na vida dela, colocando tudo a perder, ela ainda é mais evoluída que eu, espiritualmente falando.
Segundo o conceito Cármico na explicação da filosofia budista a minha irmã é um ‘agente positivo’ em minha vida, que escolheu nascer como a minha irmã para me ensinar algo que teimo não enxergar e que está me fazendo sofrer muito, para quem não sabe ‘sofrimentos’ nesta vida são provocados pelas nossas próprias ignorâncias, é errando que aprendemos, para que possamos evoluir neste mundo e prepararmos para uma nova vida, quando não mais precisaremos viver aqui neste mundo e partir para um novo mundo mais evoluído, com certeza! (Pelo menos é assim  que acredito ser  o processo da evolução espiritual, iguais as fases de um vídeo game, superando fases!)
Paulo RK