Paulo Rk

Paulo Rk
Contemplação da mente

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Sexo


Eu adoro fazer sexo, se pudesse transaria todos os dias, de manhã, à tarde e a noite!
Apesar de não ser mais um adolescente o meu libido continua em alta, e graças a deus por isso, certa vez ouvi uma pessoa dos seus cinqüenta e poucos anos comentar que o homem morre duas vezes, eu não entendi bem, depois ele explicou dizendo que a libido sexual masculino declina à medida que envelhecemos e quando nosso ‘pau’ não subir mais, seria a primeira morte do ponto de vista de alguns homens da categoria “macho”, e a segunda seria a morte morrida, quando o corpo todo deixa de funcionar, ação natural da nossa biologia.
Então este sábio homem dos seus cinqüenta anos me aconselhou que aproveitasse a cada desejo sexual atendendo prontamente todos os meus desejos carnais!
Concordei plenamente, afinal de contas sexo é tudo de bom, me sinto satisfeito, realizado e fico de bom humor o dia inteiro.
Apesar de cultivar tal liberdade de expressão e ação na minha vida, em tempos considerados “contemporâneos” não é nada fácil encontrar pessoas que compartilhem com o mesmo pensamento, dificultando a minha vida pela minha necessidade incansável pelo sexo.
Pra começar quando vivemos uma vida livre das amarras da ignorância as pessoas nos julgam, rotulando com todos os tipos negativos de preconceitos.
E se o assunto ou tema for sexo é muito pior!
Existe um tabu gigantesco em relação ao sexo, por incrível que pareça não consigo compreender por que o Brasil tem a fama de ser um país “caliente” sexualmente falando, quando o próprio povo parece cultivar um pensamento errôneo da igreja católica quando afirma ser o ato um sacrilégio, em detrimento de suas próprias necessidades naturais e biológicas do corpo humano.
Não podemos em nome de quaisquer crenças religiosas ignorar  nossas necessidades biológicas, um outro exemplo de que é errado lutar contra a nossa natureza básica é a fome, não podemos ignorar a fome, pois é uma necessidade do próprio organismo por obtenção de energia em forma de alimentos, não podemos também ignorar o sono, a sede entre muitas outras necessidades biológicas que o nosso corpo biológico demanda para o seu bom funcionamento.
Porque anormal é não ser natural pelo ato da privação por crenças ultrapassadas e antiquadas em pleno século XXI, o nosso corpo biológico tem suas necessidades reais e não podem ser ignoradas em nome de quaisquer religiões antiquadas que nutrem o pensamento de que tudo nesta vida é pecado, o povo parece se envergonhar de suas genitálias e muito pior dos prazeres que a própria, pode nos proporcionar quando muito sabiamente manipulados.
O sexo é muito versátil podendo ser realizado solitariamente ou mesmo a dois, muito melhor a dois dentro de um quarto fechado e previamente ajeitado para os delírios e desejos da carne, mas na falta de um segundo participante podendo ser mulher ou homem, também é bom, o ruim é não praticar o sexo.
Outro pensamento que de certa forma choca pessoas que se julgam “normais” é o fato de não distinguir o sexo masculino e feminino, se houver química pra mim, não me importo com a sexualidade daquele ou daquela que me escolher para fazermos sexo.
E por ser assim, tipo ‘muito a frente do meu tempo’, já recebi vários nomes depreciativos e negativos, mas o fato de não me envergonhar por quem eu sou e fazer o que mais amo nesta vida, não significa que seja uma pessoa promiscua, dos que transam usando drogas, sem preservativos ou higiene.
Eu tenho meus padrões de qualidade que garantem a minha saúde, portanto não é com qualquer um que faço sexo, tipo pessoas sem quaisquer formas de higiene eu descarto, pessoas mentirosas são as mais perigosas, de repente elas podem dizer que não tem doenças sexualmente transmissíveis e ter.
Mas independendo do que as pessoas falam não confio em palavras que saem de suas boas, pois podem ser mentirosas, preferindo eu, ter meus próprios conceitos e padrões de prevenção e proteção em prol da minha própria saúde, afinal de contas a minha maior riqueza depois da minha fé é a minha própria saúde e delas cuido eu, muito bem cuidado, afinal de contas não ‘cuido da vida de ninguém’.
O boçal preconceituoso encontra conforto nas igrejas hipócritas, onde encontram nesses estabelecimentos pessoas tão moralmente fracas quanto elas próprias (identificação), tornando este mundo bonito num pedacinho de inferno por tudo que elas gostariam de ser e fazer, mas não tem coragem, preferindo criticar e condenar todos aqueles que se libertara da escuridão e das amarras da ignorância da não aceitação de quem somos uma maravilhosa “máquina biológica”, deste mundo e quem sabe até deste imensurável universo.
As pessoas que “vivem” suas vidas carregadas de vergonhas e culpas por quem elas são adoram rotular todos em torno delas, discriminando negativamente sem terem o mínimo de compaixão e amor, o mesmo amor que supostamente eles acreditam que seus deuses possuem.
Eu nem ligo, pois de certa forma já me acostumei, e o que me deixa feliz é que a vida é passageira e estarei experimentando de tudo um pouco da minha própria natureza básica para estar preparado quando um dia partir deste mundo, levando comigo a única bagagem que vale a pena, por ter vivido plenamente todas as experiências que me permite este corpo em vida, louvado seja ele.
Afinal de contas céu ou inferno, nós é quem escolhemos neste mundo, pra que julgar o que não compreendemos ‘ninguém é melhor que ninguém’, baseados em suas crenças religiosas, todos viemos neste mundo para aprender a única lição de vida que mais importa enquanto humanos, amar o próximo como a ti mesmo!
Então finalizo este texto fazendo uma pergunta básica para os fanáticos religiosos que não vivem suas sexualidades, o que vocês aprendem em seus encontros de “cultos sagrados”, quando saem de dentro delas muito pior criticando e condenando as pessoas do mundo?
Saiba que nenhum ser humano é melhor que outro, enquanto estivermos encarnados neste corpo vivendo a realidade que neste mundo nada é certo pela própria condição efêmera, estamos todos no mesmo barco!

Paulo RK

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Medo da vida!

Você tem medo de que?
Sabe o que eu tenho reparado ultimamente; pessoas com medo de suas próprias vidas, antigamente quando mais novo eu tinha medo de vampiros, lobisomens e entre muitos outros personagens criados propositadamente para nos tocar o terror.
Eu cresci, hoje depois de adulto, quando assisto a esses tipos de filmes, acho até graça, pois sei que eles não existem.
Ao mesmo tempo em que descobri um outro tipo de medo no processo do meu amadurecimento, o medo das coisas que não enxergamos, mas sabemos muito bem que ela existe, tipo o ‘terror psicológico’ dos fenômenos que acontecem em nossas vidas, e que normalmente chamamos de ‘vida’!
E terror porque sentimos seus efeitos, e muitas vezes não sabemos por que tomamos determinadas atitudes ocasionando indesejados resultados como conseqüências negativas baseadas em nossas ações impensadas.
Mas acho “normal” ter medo da vida já que a vida é quase sempre inexplicável em palavras e dentro das possibilidades que a nossa própria razão consiga descrever em palavras, ao mesmo tempo em que não podemos negar da sua existência, dentro da realidade de cada individuo deste mundo e planeta.
Compreendi através da filosofia budista que mesmo não sabendo explicar a vida em palavras bem como o seu mecanismo do  funcionamento durante a nossa estadia neste ciclo de nascimento e morte não precisamos temê-la.
Pois como o próprio Buda mencionou, todos instintivamente ou de forma inconsciente manifestaremos os caminhos que temos que seguir, mantendo sempre nossas mentes e corações abertos e completamente desapegados de tudo que é mundano.
A confusão nasce do desejo do apego gerado pela própria ganância de querer ter e obter para sermos quaisquer coisas que acreditamos ser o melhor do que nós próprios, só para ostentar para um mundo igualmente mundano e extremamente materialista, onde pessoas são respeitadas não por quem elas são, mas pelo que elas possuem.
Quase sempre são pessoas vazias por dentro, chegando um momento onde a fama e todo o glamour “adquirido” não consegue suprir as suas necessidades de se manterem em ‘alta’ por muito tempo, pois seus vazios interiores são como um buraco negro no espaço, engolindo tudo em torno delas.
E não haverá limites, pois o tal do ego é faminto, se tem algo a ser temido, não é com a vida que temos que nos preocupar, mas com os nossos próprios egos que nos faz agir irracionalmente, agindo de forma gananciosa.
Pois a vida é como um espelho ela apenas reflete tudo o que se põem a sua frente, sábios são aqueles que aprenderam a refletir com os assuntos pertinentes a vida, nos conduzindo para um caminho equilibrado da razão, com melhores resultados.
Certa vez comentei com um amigo, usuário de drogas, para que  refletisse por tudo que ele estava fazendo em sua vida, fiquei pasmo com o que ele me respondeu, obviamente que não esperava uma resposta inteligente por parte dele, afinal de contas ele consome drogas e só ‘introduz uma porcaria dessas’ dentro do próprio corpo quem tem ‘coco’ dentro de si mesmo.
Ele apenas deu um sorriso amarelo e me disse que não era um espelho para ficar refletindo qualquer coisa nesta vida.
Fiquei calado, hoje ele não faz mais parte deste mundo, como conseqüência das drogas acelerou sua partida precocemente aos vinte e poucos anos de idade, partiu pra outra, “se melhor ou pior”, ninguém saberá, afinal de contas; ‘o que faz da vida ser o que ela é são as nossas próprias escolhas’, e a culpa não é de ninguém, só de nós mesmos!
Então fica a dica, não tema a sua vida, apenas siga os teus instintos e não permita que valores mundanos como das ostentações tape os olhos da tua alma, a ponto de não conseguir enxergar os teus próprios instintos, lembre-se que a pior cegueira humana é aquela que não quer ver por conveniência própria.
E é desta “cegueira” que temos que temer e não das nossas vidas, a vida é bela, viva seguindo a sua própria intuição, não seja mais um manipulado pela criminosa mídia brasileira ou por qualquer outra mídia.

Paulo RK