Paulo Rk

Paulo Rk
Contemplação da mente

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Tudo vale a pena quando a alma não é pequena!

O tema deste blog é a incrível frase de Fernando Pessoa que me identifico tanto, sendo “tão” eu em diversos momentos de dificuldades e nos piores momentos da minha vida!
Porque apesar da minha estatura mediana, odeio ser pequeno com as outras pessoas, agindo com sentimentos medíocres, egoístas e tudo que nos torna sentimentalmente minúsculo perante a nossa própria constituição complexa no que acreditamos ser homo sapiens.
Quando estudei ciência pela primeira vez, aprendi que na natureza que nos cerca e no próprio universo encontramos todos os  “ingredientes”  necessário a nossa própria vida, e o mais fascinante, os mesmos componentes existentes em abundancia no mundo e universo a fora, são os mesmos componentes que temos dentro deste nosso corpo biológico.
Foi quando percebi que não somos “coisas pequenas”, apesar da nossa minúscula dimensão, comparada à própria dimensão da terra entre outros planetas, somos muito mais do que possamos imaginar.
Então larguei de mão de viver em torno do meu próprio umbigo, e hoje quando estou com alguma dificuldade no aspecto profissional, financeiro ou mesmo pessoal, eu olho para o céu e contemplo as estrelas. (simples assim)
Sou muito ligado à natureza, desde muito cedo meus pais me ensinaram a respeitar, dizendo que somos todos “frutos” deste planeta, por esta razão quando “morremos” voltamos a fazer parte da terra, nossos corpos em decomposição enriquece o solo para que novas formas de vidas surjam nela.
O mesmo falo sobre as nossas almas ou espíritos, ‘energias’ que somos voltamos ao universo, e ficamos lá inerentes e latentes no cosmo escuro até que nosso ‘Carma’ acumulado determine uma nova experiência em uma nova ‘roupagem’ em algum outro planeta deste imensurável universo, acredito muito nesta teoria.
Tal crença redireciona a minha busca incessante por respostas que tenho desde que me entendo por gente, sempre acreditei que a vida não se resume somente ao conceito estabelecido como “normal” da sociedade em que vivemos.
Acho que a humanidade só se libertará das angustias dos sofrimentos que tem sofrido desde os primórdios, no dia que descobrir seus verdadeiros propósitos neste planeta.  
Não acredito que somos somente o que somos, mas muito mais do que isso, então quando tenho dias difíceis, ao chegar tarde da noite em casa, e ver a abobada celeste noturna, cheio de estrelas, ergo meus braços em louvor aos céus, apreciando cada estrela que brilha no escuro infinito e abobada celeste.
O mesmo faço com a lua, ultimamente ela tem aparecido com uma luz forte e parece estar mais próximo do nosso planeta, me sinto revigorado ao observar a sua imagem, e posto minhas mãos em prece agradecendo por ela iluminar a minha alma despertando em mim a minha verdadeira essência como sendo o fruto e parte deste misterioso universo.
E para finalizar quando chego cedo em casa, no por do sol percebo um outro espetáculo que é ainda mais inspirador, o céu azul fica meio avermelhando com tons alaranjados, é o sol dizendo ‘tchau’ a me lembrar que amanhã o mesmo ciclo se repetirá, com a esperança de que poderei resolver tudo que não deu certo hoje ou tudo que não pude resolver no dia de hoje!
E com todos esses fenômenos que acontecem a nossa volta nem vale a pena nos apegar com os problemas pequenos que acontecem em nossas vidas, problemas rotineiros causados por nós mesmos que com certeza podemos resolver.
Por mais que consideremos nossos problemas maiores do que a nossa capacidade de superação, os fenômenos naturais que acontecem bem a nossa frente e em nosso entorno nos provam o contrário, que apesar dos pesares vale muito a pena estarmos vivos e passar por tudo que temos que passar.
Afinal de contas temos propósitos em nossas vidas, o segredo da nossa felicidade talvez consista em descobrirmos quais são as nossas verdadeiras missões, conformes as nossas próprias realidades de vidas.
Enquanto não descobrirmos, precisamos apreciar todo o glamour e o espetáculo que acontecem bem a nossa frente, um espetáculo que nos faz lembrar que somos muito mais do que possamos imaginar e que somos muito mais do que uma simples tempestade passageira em nossa vida possa nos desanimar, afinal de contas tudo vale a pena quando a alma não é pequena! 
Paulo RK




Você se ofende quando alguém fala que você é feio?

As redes sociais são ‘legais’ pelo seguinte aspecto, podemos observar as reações emocionais das pessoas em tempo real, e analisar cada reação que gera ou não discussões acaloradas, como aconteceu agora pouco, antes de começar a escrever este texto.
Um amigo postou uma foto da família de Barack Obama, ex- presidente dos EUA, dizendo em seus comentários, ‘como eles são bonitos e perfeitos’, pois durante a ‘gestão’ do Presidente Obama, ele não foi “vitima” de nenhum escândalo como aconteceu em governos anteriores.
Foi quando ‘algum conhecido’, deste conhecido meu, na verdade uma conhecida, uma ‘mulher’ comentou o contrário, dizendo; ‘que família feia’!
Tal comentário foi motivo de uma pequena discussão entre ela e o meu amigo e com os amigos do meu amigo, que também mostraram indignação com o tal comentário negativo.
O meu amigo, cujo nome estará em sigilo por motivos óbvios, ficou indignado e perguntou o ‘por que’ desta “opinião” esdrúxula.
A mulher respondeu ‘porque’ sim!
Eu que sou adepto da sinceridade e honestidade acima de quaisquer realidades mundanas, percebi que em terras das mil maravilhas, onde as pessoas “costumam” serem lindas e perfeitas, onde só acontecem coisas boas como no caso o “mundinho do Facebook”, ser sincero em opiniões por ali pode ser uma demonstração de hostilidade e antipatia, conquistando o desafeto de todos.
Não sendo bem assim, pelo menos essa é a minha opinião, e a questão é que os “amigos” deste meu amigo tomando as dores dele “investigaram” o Facebook desta mulher, que fez tal infeliz comentários, ‘dizendo que ela não se enxerga, ou não tem espelho em casa’, por ela não ser tão bonita, para poder fazer tais insultos a ‘beleza’ alheia.
Eu só lendo e prestando muita atenção no comportamento alheio!
Aqui no meu ‘domínio e espaço virtual’ me permito à sinceridade, porque neste meu “mundinho” só lê quem tem mente aberta e gosta de refletir sobre tudo que acontece neste mundo recheado de pessoas ignorantes e intolerantes.
Quando mais novo, ‘eu me ofendia e muito’ quando as pessoas falavam que eu era feio, eu cresci, pode até ser que fiquei ‘menos feio’, mas não bonito!
Hoje com o “evento” do amadurecimento, não vou me ofender se alguém me chamar de feio, porque é uma questão de opinião  particular da pessoa, não significando que seja uma opinião compartilhando por todos que me conhecem, porque na verdade ‘gosto’ não se discute, apesar, que tais ‘grosserias verbais’ poderiam ser evitados, principalmente em redes sociais com acesso ao público diversificado.
Tenho um amigo cujo apelido era Todinho na infância, hoje ele cresceu fisicamente e acredito que tenha crescido mentalmente ‘eu acho’ e muitas das ‘brincadeiras verbais’ que ele fazia não faz mais, porque se “queimou”  com pessoas que não compartilham com o mesmo senso de humor dele.
Ele tinha o costume de chegar, nos lugares dizendo e ‘ai gente feia’, também tinha o costume de chamar seus amigos, de “feio”, ‘e aí feio, cola ai, chega mais feio’, no sentido carinhoso da expressão!
Hoje ele perdeu tal habito porque alguém chamou a sua atenção, dizendo o quanto ele era desagradável, pois ninguém gosta de ser chamado de feio, pois ‘mexe com a auto-estima’ da pessoa e mesmo sendo uma forma carinhosa que ele tinha de tratar os amigos, acredito ser bom evitar “mexer” com a auto-estima alheia, chamando a pessoa de feia, mesmo ela sendo! (risos)
Mas vamos analisar a questão mais a fundo, desnecessário foi esse dilema todo, e daí que a mulher acha a família de Obama feia?
Embora seja indelicado dizer isso publicamente, o comentário dela nem chegará aos ouvidos da família Obama e mesmo se chegar, não afetará eles, e a opinião dela não é compartilhada com todas as pessoas que conhecem a família mais intimamente, como eu mencionei, se tem uma pessoa que me acha feio, não vou me achar horrendo, pois é uma opinião da pessoa, que não corresponde à opinião da maioria.
Talvez o fato dela ter sido sincera em redes sociais não seja tão grave quanto o fato das pessoas serem intolerantes com as opiniões das outras pessoas, fazendo uma guerra desnecessária em redes sociais.
Qual a necessidade de sentir a dor daqueles que não conhecemos pessoalmente, sendo natural admirarmos pessoas desconhecidas, mas fazermos guerras virtuais nas redes sociais com amigos que conhecemos pessoalmente, por conta de uma simples opinião dessa pessoa, é desnecessário.
Para quem não sabe ‘redes sociais’ servem para fazermos amizades e não inimizades, simples assim!

Paulo RK