Paulo Rk

Paulo Rk
Contemplação da mente

domingo, 6 de novembro de 2016

Vamos conversar só eu e você! (desesperar jamais)

Eu sei que a tua vida não está fácil, ‘na verdade não está fácil para ninguém’, saiba disso, ‘mas de boa’, você não precisa levar nada muito a sério.
Não estou com isso querendo dizer que você deve chutar o ‘pau da barraca’ e trocar o certo pelo duvidoso tomando decisões erradas para mais tarde se arrepender, nada disso!
Eu só quero falar que mesmo você tendo problemas aparentemente complexos e insolúveis, lembre-se que ‘para tudo na vida há uma solução’, na verdade você não precisa se desesperar, muito pelo contrário, ‘relaxa’ e vai tocando a sua vida de boa, que as soluções quase sempre aparecerão ou surgirão de forma ‘natural’ e tão logo você, ‘se dê’ conta, terá resolvido o que te incomodava.
Mas não se engane não existem ‘soluções mágicas’ para solucionarmos nossos problemas, assim como elas não apareceram do nada, ‘da noite para o dia’, na verdade ‘problemas’ são resultados das nossas ações errôneas cometidas impensadamente no passado ou no presente tempo, para quem não sabe, toda ação gera uma reação, e respondemos por todas elas.
E não se culpe por cometer erros na tua vida, somos humanos e passiveis de cometer erros, ninguém é ‘100%’ e nem sempre tomamos decisões assertivas ao longo de nossas vidas.
Mas se aconteceu ‘paciência’, ninguém gosta de errar, mas se ‘acontecer’ vamos procurar corrigir nossos erros e consertar tudo que fizemos de errado!
A questão relevante para as nossas reflexões perante os problemas, é que não precisamos nos desesperar para resolver quaisquer problemas pessoais, apenas relaxar e viver a vida, fazendo o que tem que ser feito, simples assim!
Para melhor explicar o que quero dizer vou explanar uma condição presenciada pelo meu mestre de vida Daisaku Ikeda, para quem não me conhece pessoalmente eu pratico o budismo e busco sabedoria e dou um ‘norte’ na minha vida, através dos conhecimentos adquiridos na filosofia budista.
O mestre Ikeda para chegar à condição de mestre na fase adulta também foi jovem um dia, e como discípulo ele próprio tinha um mestre de vida chamado Jossei Toda.
Seu mestre na época tinha uma empresa a qual estava passando por varias dificuldades financeiras e ameaçava fechar, certa noite o discípulo Ikeda, observava a calma e a tranqüilidade do seu mestre jogando “tranquilamente” Shogui, ‘uma espécie de xadrez’ japonês.
O discípulo ficou confuso e não conseguia compreender como seu mestre conseguia manter a calma jogando uma partida de xadrez quando a sua empresa estava prestes a fechar as portas e por conseqüência teria que demitir pessoas que precisavam daquele emprego, e resolveu perguntar para seu mestre assim que ele terminasse a partida de xadrez.
O mestre na sua eterna sabedoria lhe respondeu com um leve sorriso de gratidão pela preocupação de seu discípulo, dizendo a ele que nada iria mudar, ‘o problema continuaria existindo mesmo se ele ficasse desesperado’, portanto não vale a pena nos alterar emocionalmente seja lá qual for a nossa situação de vida, um problema não deixará de existir só porque nos “descabelamos”, sendo que a vida continua implacável com problemas ou sem eles.
O que não podemos é mudar nossos estilos de vidas por conta dos problemas, ‘pois eles são passageiros’, não devemos permitir que os ‘problemas’ moldem a nossa verdadeira essência por quem somos de fato, devemos sempre confiar em nossas próprias convicções de que seremos vitoriosos no final, e para isso devemos continuar as nossas vidas serenamente, sem duvidar das nossas capacidades de superação.
E assim o jovem discípulo Ikeda compreendeu que o desespero diante de quaisquer problemas em nossas vidas não nos ajuda em nada e não nos traria nenhuma solução, e com as palavras sábias de seu mestre ele se convenceu, decidindo manter a sua calma espiritual de onde com certeza obteria a sabedoria necessária para resolver quaisquer obstáculos em sua vida.
Compreenderam?
Se você está com algum problema na sua vida, não se ‘desespere’, simplesmente faça como eu, comente com os amigos e familiares, mas nunca num tom de reclamação, pois ninguém gosta de pessoas que vivem a reclamar, comente informalmente, como se você estivesse perguntando uma opinião de como a pessoa reagiria se estivesse passando por uma determinada situação e se ele fosse você.
Dá muito certo tal técnica, porque às vezes ‘problemas’ que encaramos como se fosse o maior de todos os problemas, pessoas do nosso entorno ou convivência podem ter passado pelas mesmas experiências ruins e ter solucionado de maneira criativa, servindo de exemplo para nós, pois superaram seus próprios obstáculos pessoais que às vezes elas próprias nunca tivessem imaginado ‘um dia’ conseguir.
Quando comentamos ou falamos sobre os nossos problemas para as outras pessoas, ‘é bom nos dois sentidos’, primeiro que funciona como um desabafo, ‘válvula de escape’ e segundo que as pessoas podem nos aconselhar positivamente e no melhor das hipóteses podem ter a solução dos nossos problemas nas pontas de suas línguas, por terem passado em algum momento fatídico de suas vidas por problemas semelhantes.
Pensem, reflitam e aja positivamente, ‘desesperar jamais’, pois aprendemos muito com os nossos próprios erros!
Eu não sei quanto a vocês, mas foi um enorme prazer essa conversa que tivemos hoje aqui, e por mais que saibamos como agir em determinadas situações da vida, escrever e transmitir às outras pessoas valiosas ‘pensamentos positivos’, nos faz aprofundar muito além da nossa própria capacidade de compreensão que temos pelas nossas vidas, nos fazendo sentir bem em relação a nossa própria condição de eternos aprendizes e principalmente como seres humanos do bem.

Paulo RK 

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Experiência traumática da minha patroa na zona leste!

Todas as vezes que tenho que esperar pessoas (clientes) ou quando estou nas filas de algum banco lerdo para pagar várias contas dos meus patrões, ‘desenvolvi’ uma técnica para passar o meu precioso tempo sem maiores desgastes emocionais.
Antes levava minhas bugigangas eletrônicas para poder me ajudar a tornar amena a odiosa mania que as pessoas possuem de nos fazer esperar, seja no atendimento nos caixas bancários ou nas recepções dos hotéis, mas para me poupar dos desafetos dos guardas patrimoniais do estabelecimento bancário deixei de levar produtos eletrônicos, pois vocês não fazem à idéia dos transtornos que estava me causando na porta giratória, travando todas as vezes que eu passava e o pior pessoas bufando atrás de mim e olhando feio em minha direção.
Sem mais delongas, revelando o meu “segredo”, desenvolvi o ato de ‘observar’ pessoas do meu entorno, obvio que o meu “ato” é muito discreto, afinal de contas não gosto de deixar ninguém constrangido seja de que forma for, principalmente no olhar, pois odeio pessoas estranhas que ficam nos encarando por longas horas.
Acho uma indelicadeza, uma ‘puta’ falta de educação, então ao “desenvolver” tal técnica para passar o meu tempo com mais qualidade de vida, tive também que aprender a disfarçar muito bem, não sendo um problema já que meus olhos são amendoados, ou pequenos, dando a impressão que estou com os olhos fechados ou dormindo em pé, ao contrário dos olhos esbugalhados e enormes dos brasileiros. (risos)
Mas não observo apenas para observar, ‘fala sério’ e não querendo ofender ninguém, ‘eita povinho mais feio’ que tem aqui na Zona Leste de São Paulo, me incluo também nesta lista dos mais ‘feios, pobres e nada famosos’.
De cara dá pra entender o “preconceito” que o pessoal da Zona Sul tem quando vem para a minha querida zona leste, outro dia um dos meus ricos patrões e sua ‘fresca’ esposa, fizeram uma visita aqui perto na ‘Itaquera City’, no centro de Itaquera, vieram com o intuito de comprar qualquer coisa numa loja grande de bugigangas e utensílios domésticos, pois é os ricos criticam pobres, mas adoram fazer compras nessas lojas de um real e ‘vou logo avisando’ não compram poucas coisas não, enchem seus carros de tranqueiras para depois dizer que a vida está difícil para falarmos sobre aumentos salariais, ‘ahammm deus tá vendo, seus miseráveis’! (risos)
Mas sem problemas, ‘estou mesmo acostumado a ser enrolados por patrões com segundas intenções’, mas o fato real deste meu texto, sobre a vinda deste “casal bonitinho” para este lado pobre da Zona Leste pela primeira vez, é que foi diversão garantida para mim, ao escutar o testemunho de duas pessoas que pareciam nunca ter visto gente pobre e feia em todas as suas vidas e conforme suas próprias palavras.
Pra começar meu patrão mencionou quando estava chegando perto do estádio do Itaquerão, começou a sentir cheiro de estrume de vaca!
Como assim?
Acho que ele andou fumando maconha batizado com estrume de vaca ou de cavalo e atribuiu o cheiro à região, porque a região não tem mais vacas e faz muito tempo, tinha na época dos meus avós, coisa de antigamente, hoje não mais, o lado cômico deste ‘testemunho’ é que ele falou franzindo a testa e torcendo o nariz.
Mais comédia ainda foi sua esposa que teve “momentos de terror” dentro do carro porque eles tiveram que parar o carro numa das ruas desertas, e ela ficou dentro enquanto seu marido aproveitou e foi numa papelaria lá por perto.
O carro com vidros escuros e a ‘madame’ a escutar música no player e no ultimo volume, ar condicionado no máximo ligado porque lá fora o calor estava insuportável, quando ela percebeu um senhor, sujo e aparentemente drogado se aproximando do veículo.
Apavorada ela disse que parecia que o homem estava olhando direto para seus olhos, o que acho impossível, pois o vidro era escuro, talvez o terror e ojeriza que ela sente por pessoas pobres, ela teve a impressão que ele estava encarando bem no fundo dos seus olhos, cor de mel ou seria de cor de “melda”?
Foi quando o suposto homem drogado encostou justo no carro de onde ela estava e sacou sua “pistola”, não gente, não pistola de arma, mas a sua ‘pistola’, seu pinto, ou seu gabiru, e começou a mijar na porta do carro justo no lado que ela estava do lado do passageiro.
Disse que ela soltou um grito, que o meu patrão que estava a um quarteirão do local ouviu na hora o desespero de sua amada, ele estava pagando o caixa, largou tudo e foi em direção ao veículo e percebeu um bêbado mijando na porta do seu carro.
Ele também deu um grito que assustou o bêbado que saiu e segundo o meu patrão balançando o seu ‘gabiru’ ainda mijando, deixando o seu rastro de urina fedido no chão.
Mas foi muito engraçado do jeito que ela contou, imagine vocês uma mulher toda branca, daquelas que nunca passou necessidades básicas em toda a sua vida e se quer andou em coletivos públicos, para completar a comédia seu marido e eu ficamos zoando com ela, tamanha dramatização que ela fez dos acontecimentos.
Pode ser que no dia, tenha sido extremamente aterrorizante para ambos, a tal aventura na Zona Leste de São Paulo como o lado mais pobre da cidade, mas ao final concordamos que foi muito engraçado.
O problema agora é que não consigo ser discreto com a minha nova técnica de observar pessoas para passar meu tempo, pois todas as vezes que vejo pessoas ‘feias e pobres’ começo a rir, não dessas pessoas, mas lembrando da “aventura” que meus patrões tiveram vindo pela primeira vez na região onde moro.

Paulo RK