Paulo Rk

Paulo Rk
Contemplação da mente

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

E daí que você precisa tomar remédios para ser normal, e ser aceito pela sociedade?

Apesar de não ser o meu forte, preciso lidar com muita gente e muitas vezes simultaneamente, mas não reclamo, pois tal condição me agregou habilidades que nunca imaginaria em toda a fase da minha adolescência, ou em vida. Pois era tímido e tinha complexos de vários tipos, e o principal delas, e que me fazia sofrer muito (confesso), era o de inferioridade. Não vou afirmar que este terrível complexo, tenha sido “extinto” totalmente do meu ser, pois em algumas situações do meu cotidiano, ela aflora, precisamos ser sinceros com nós mesmos, principalmente quando falamos das nossas condições físicas, e saúdes mentais (emocionais). Pois uma coisa depende da outra, se não estiver bem fisicamente, o seu lado emocional vai para o brejo, e vice versa. A sinceridade é vital em todos os sentidos, pois se você não admitir que esta doente, e ficar “camuflando”, você nunca vai se dar conta da extensão ou dar “cabo” no seu próprio sofrimento, ou mesmo ajudar um profissional a te ajudar. Apesar de tantos estudos para curar os males que afligem a humanidade, os profissionais da saúde, não tem o poder de adivinho, se você não descrever com detalhes tudo que está sentindo, ele não poderá diagnostica-lo adequadamente, portanto, sinceridade com o “doutor!” Caso contrário, você Perpetuará um sofrimento, que muitas vezes poderia ser curado, ingerindo apenas um medicamento, simples assim! Tudo bem que os remédios andam o olho da cara, mas todo dinheiro do mundo, não teria validade alguma, se você não tiver saúde, tem muita gente riquíssimas, mas não tem o que nós ‘pobres’, temos de montão(falo por mim), saúde. E pensar que tem muita gente por ai, “abusando” da própria saúde, como se ela fosse algo descartável, “gente”, só se vive uma vez na vida, portanto valorizem a sua saúde, seja ela mental ou física. Acredite, uma coisa está ligada a outra, se tivermos saúde podemos fazer tudo o que almejamos, pois a falta dela nos causa transtornos, até para nos relacionarmos com as outras pessoas. Eu sou esquizofrênico, em pequena quantidade, é verdade, mas “quantidade” que preciso controlar através de medicamentos, tipo tarja preta, mas isso não quer dizer que sou louco! Pois quando não tinha o conhecimento psiquiátrico, de que “eu não batia muito bem das bolas”, sofria muito sozinho, pois as dificuldades no relacionamento com as pessoas “normais” eram gigantescas, e nós não podemos negar, se você tem um histórico familiar de qualquer tipo de “doença” hereditária, você acaba herdando tais condições, queiram você ou não. É aquele tal negócio, a gente só herda coisas ruins, características bonitas como a cor dos olhos, pele bonita entre outros atributos, é raríssimo de se herdar. Voltando ao assunto das dependências químicas, tomar remédios é tão natural quanto comer comida para nos manter, portanto não vejo drama algum. Não vejo nenhum problema você ter que se manter, é isso mesmo, determinados medicamentos, nos dá qualidade de vida, assim como uma alimentação saudável nos proporciona um bem estar inigualável. Quer um exemplo?!!??! É a coisa mais estranha do mundo, quando não tomo remédios, fico esquisito, “esquisito mais do que o normal,” começo a gesticular e falar alto sozinho. E quando o bicho pega, quando estou nervoso, desencadeio a tagarelar em inglês ou japonês, tudo isso rindo, como se estivesse louco. Então deu pra imaginar, o quanto sou sinistro, sem os meus medicamentos ‘tarjas pretas’. Elas me garantem ser um pouco mais normal, e me torna sociável com as outras pessoas. Portanto não se envergonhe em procurar um psiquiatra, ou se tiver que tomar remédios tarja preta, saiba que elas ajudam pra caramba! Paulo RK

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Que amor é esse?

Até hoje depois de adulto, não consigo entender certos tipos de pessoas, que afirmam amar deus, se elas nem ao menos conseguem mostrar afeto ou qualquer tipo de respeito pelo seu próximo. A minha dúvida tem um fundamento, e a seguinte pergunta esboçará bem este fundamento; “como pode uma pessoa afirmar que ama um “ser,” que nem ao menos consegue enxergar, se elas não conseguem nem amar, as pessoas da sua realidade, tão pouco respeita-las? Já repararam que muita gente “posta” em seus sites de relacionamentos, mensagens como; “Eu amo Deus!”, “Eu amo Jesus!”? Eles afirmam tais realidades de vida, mas como podem amar alguém, se eles nem se quer, se amam de verdade? Aprendi no budismo que para eu amar alguém, tenho que me amar primeiro, gostar de mim mesmo é o principio de tudo, é o exercício que me capacitará amar alguém de verdade. Você pode até se defender, afirmando que o amor é subjetivo, e que não precisamos ver para amar, basta sentir! É uma verdade, e não discordo com isso, pois muitas coisas boas da vida são subjetivas, e não conseguimos externa-las em palavras, mas são as atitudes das pessoas que demonstram a sua contradição inerente, e que falam por si só. Querem um exemplo? Outro dia no Facebook, uma pessoa conhecida de longas datas, ficou totalmente estressada comigo, só porque eu fico cutucando. E ela soltou palavras de puro desprezo, pela minha simples atitude de querer mostrar carinho e consideração pela pessoa, ou como eu mesmo costumo falar; “fazendo o meu social para as pessoas, saberem o quanto eu as estimo!” Não tenho tanto tempo do dia, para ficar no “face” para conversar com as pessoas como gostaria, mas penso que é o mínimo, que eu posso fazer, cutucar as pessoas numa demonstração de que elas representam muito para mim, e não estão no meu site, só por questões numéricas, e que eu me importo muito com elas. Pois a vida de todo ser humano é assim, “corrido” e nem todo mundo pode fazer tudo aquilo que deseja, mas como um bom administrador, sempre estou encontrando meios, para atingir os meus objetivos, e em hipótese alguma vou lamentar ou reclamar da vida, e “cutucar” as pessoas foi uma das minhas alternativas. Agora mesmo que estou escrevendo esta crônica, não pense vocês “estimados leitores,” que estou lamentando por esta realidade, estou apenas questionando, pois determinadas questões e realidades da vida, a gente não consegue digerir, e precisamos desabafar de alguma forma. Aprendi na minha filosofia de vida que somos todos divinos, somos sagrados do ponto de vista universal, pois cada pessoa é única e cada ser tem dentro de si mesma, todos os “ingredientes” que compõem este vasto e imensurável universo. Portanto cada ser humano, cada ser vivo, tem sempre algo de muito bonito para nos ensinar, e o caminho para se amar ou encontrar deus, nunca será praticando o desprezo com os nossos semelhantes. Você pode até se sentir bem afirmando tais palavras, no entanto as suas atitudes e afirmações demonstram, a sua verdadeira incapacidade inerente de amar quem quer que seja. Pois a verdade, é que falamos muito mais em atitudes, do que qualquer postagem ou palavras em nossos sites de relacionamentos, podem demonstrar. Se deseja realmente demonstrar o seu “verdadeiro” amor por Deus (qualquer que seja ele), aprenda primeiro a se amar, e depois exercite o amor ao próximo, desta forma você validará o seu amor, por este ser que ainda reside no coletivo imaginário de muita gente. Caso contrario, as pessoas do seu convívio poderá afirmar; “como pode amar a deus se não consegue nem amar o seu próximo?” Paulo RK