Paulo Rk

Paulo Rk
Contemplação da mente

sexta-feira, 17 de março de 2017

Como falar para o meu “filho” que tem gente maldosa neste mundo ao mesmo tempo em que ensino a ele a amar as pessoas deste mesmo mundo?

Não sei se vocês estão lembrados do meu “filhote”, o ‘Legorin’ um gatinho que jogaram no meu quintal (?) e eu adotei como se fosse meu!
Tenho muito orgulho de ser seu pai ou mãe, porque na verdade exerço essas duas funções; a paternal e a maternal, se enganam todos aqueles que afirmam que um homem não pode ser mãe por ser homem e uma mulher não pode ser pai por ser mulher.
Sou prestador de serviços para muita gente descolada, e testemunho mulheres que além de terem que trabalhar fora cumpre o papel de mãe e pai com esmero, e a despeito das dificuldades de quem precisa trabalhar fora e ainda; colocar em ordem os afazeres domésticos e principalmente cuidar da educação de seus filhos, tais mulheres são uns exemplos de superação, elas se querem tem tempo para reclamar ou para dedicar a elas mesmas.
E alguns homens para quem presto os meus serviços, também são exemplo de “mães” solteiras e muito competentes, eles fazem tudo o que o seu equivalente feminino faz e com muito carinho, deixando ou permitindo o seu lado ‘feminino’ aflorar.
Os machistas de plantão irão torcer o nariz ou dizer o contrário e criticar homens que executam tarefas femininas com esmero, ‘sinto muito’ mas tais “homens” são boçais vivendo no século errado, deveriam se atualizar, acompanhar mais a época em que estão vivendo ou voltar para o século passado, aliás, de onde nunca deveriam ter saído. (risos)
Mas voltando ao assunto dos diversos papeis que um homem ou mulher tem que assumir dentro da sociedade devido às difíceis adversidades e circunstâncias que a vida contemporânea nos proporciona, optei em adotar um “filho” e estou passando por uma experiência traumática, nem é drama da minha parte como mãe/pai ou pai/mãe, que tenho que ser na minha vida de solteiro.
Na verdade o meu drama vem do medo que tenho caso o meu ‘filho’ conheça algum ‘monstro humano’ e seja submetido algum sofrimento físico ou psicológico e todas às vezes quando chego do trabalho e ele não responde quando eu chamo, eu fico preocupado e não consigo fazer nada até que eu o veja que ele está bem, ‘coisas de mãe’ super protetora. (risos)
A questão é que o ‘Legorin’ sendo o meu “filho” adotivo, ensino para ele o que são os sentimentos do amor, o que é sentir carinho pelo próximo e simplesmente o que é gostar das pessoas e animais que a gente ama ‘como se não houvesse o amanhã’!
E o meu dilema seria como explicar para ele que no mundo nem todo mundo gosta de animais, tratando eles com os devidos respeitos, carinhos e delicadezas que merecem.
Acho que tenho competência para amar e falar sobre o amor para quem quer que seja ou mesmo ensinar o amor para as pessoas ressequidas com ressentimentos de tudo que é negativo e que a humanidade pode “apreciar” nesta vida e mundo.
Mas acredito que estou falhando com a educação do meu ‘guri’ (Legorin) porque ele parece não temer as pessoas, estive observando tais pessoas estranhas que pega ele no colo, pega porque ao chamar pelo seu nome ele prontamente atende e se recebe um carinho extra, começa a ronronar.
Posso dizer que estou mergulhado num dilema me preocupando, dele um dia se aproximar de algum humano mal intencionado e este suposto humano cometerem alguma maldade ou mesmo lhe tirar a vida, nem gosto de pensar começo a sentir aperto no meu peito e inevitáveis lágrimas começam a correr dos meus olhos.
Caros pais solteiros de plantão, eu suplico imploro por uma ajuda ou simples orientação; ‘como ensinar ao meu “filho” Legorin, os verdadeiros sentimentos que o ser humano pode nutrir com as outras espécies e ao mesmo tempo, alertar sobre os perigos que a nossa própria espécie representa a toda espécie animal do planeta inclusive a dele’?

Paulo RK

domingo, 12 de março de 2017

Ou você me ama ou me odeia de verdade! (pessoas fúteis)

Comigo é assim é oito ou oitenta não tem meio termo, ou você me ama ou me odeia, a pessoa que me conhece pessoalmente sabe que sou sincero ao extremo e não sou de adular ninguém, se percebo algo de errado na sua conduta eu te repreendo, mas quando for correto comigo ou mesmo com as outras pessoas, pode ter a certeza que você me conquistará e terá a minha sincera amizade por toda a sua existência aqui na terra.
Não costumo julgar ninguém pelas aparências, pois não sou uma pessoa fútil de descartar antes mesmo de conhecer ao nível mais profundo quem quer que seja, na verdade eu tenho ojerizas de pessoas ‘fúteis’ ou superficiais que amam de paixão ficar julgando o que elas desconhecem de fato nas outras pessoas.
Por esta razão eu ando maltrapilho, não como um mendigo, mas como um trabalhador braçal que sou, pouco importando se pessoas de ‘cabeças e mentes fracas’ se distanciam de mim pela minha aparência simplória de operário braçal, na verdade eu agradeço tais pessoas, por criarem um campo invisível de proteção contra a minha pessoa, deste modo elas me poupam dos infortúnios de suas próprias ignorâncias.
Porque tem gente tão boçal, transbordando em ignorância e estupidez acumulada que confesso não ter paciência com essa gente, e à medida que estou amadurecendo mentalmente aprendi a descartar esse tipo de gente, mesmo sendo cliente; ‘daí você me pergunta, mas são teus clientes, aqueles que pagam a sua conta’?
A questão é que amadureci muito e com a cabeça, mente e coração  maduros, compreendi que dinheiro algum paga a nossa paz espiritual, com certeza que ‘se ontem era escravo dessa gente fútil e descartável’, hoje quem os despreza sou eu.
‘E não pessoal’, não estou sendo igual a essa gente ao desprezar eles, porque afinal de contas, ainda que eu tente uma aproximação amistosa com esse tipo de gente para pelo menos conhecer seus pontos de vista sobre as pessoas e o mundo, elas me repelirão como a água que despreza o óleo e vice versa, portanto quando eu os desprezo na verdade estou fazendo um grande favor a eles, ‘quebrando o galho’, poupando os dos constrangimentos de algum outro ser fútil a testemunhar eles em minha companhia, nossa que tragédia, já pensou (?), deve ser foda para essa gente descartável! (risos)
Mas a quem possa interessar, não sou maltrapilho nos 365 dias do ano, tenho bom senso, e de repente não vou ao um encontro ou uma reunião trajado como um mendigo, pois sei me vestir elegantemente, tenho postura adequada, sei me comunicar e me relacionar civilizadamente, sendo que as minhas vestes do cotidiano é mais para não estragar as roupas semi novas, afinal de contas boa parte do meu trabalho é braçal e se vocês soubessem nos “buracos” que tenho que entrar vocês com certeza me darão razão. (risos)
A questão daqueles ou daquelas que me odeiam, é porque tais pessoas fúteis nos subestimam, talvez porque na mente doentia delas, ‘pessoas maltrapilhos’ são burras e ignorantes, principalmente quando estamos falando de pessoas que trabalham no operacional, mas tais pessoas se esquecem que o pior defeito humano é querer ser o que elas não são e muito pior julgando sem antes conhecer e criando com isso um mundo infernal cheio de pessoas fúteis; ‘quando ser ‘fútil (na visão deles) é legal e ser uma pessoa autentica é ruim’ (infelizmente)!

Paulo RK

quarta-feira, 8 de março de 2017

Precisamos de uma religião verdadeira para sermos felizes nesta vida!

Lembro como se fosse ontem, lembro dos meus medos e fraquezas pessoais, era arrogante e me considerava o ‘dono da razão’, era ‘arrogante’ e me sentia o ‘dono da razão’ não por ter auto-estima forte, mas pelo contrário e acho que era uma defesa do meu inconsciente, de não querer ser passado para trás ou mesmo ignorado pelas pessoas do meu entorno.
E por ter sido assim perdi muitas oportunidades profissionais e sociais nesta vida, até conhecer a filosofia budista, que me norteia (direciona) oficialmente desde 1.999.
Importante frisar que desde que conheci o budismo, a minha vida não mudou da água para o vinho, “religiões” que prometem tais ‘milagres’ são falsas, inúteis para a humanidade no que elas propõem; ‘livrar a humanidade do sofrimento’.
Menciono tal realidade e crença com muita propriedade porque conheço muita gente que se converteram nessas “religiões”, que alias são predominantes no mundo inteiro e quase na mesma época em que me converti ao budismo.
A questão fundamental que não quer se calar dentro do meu inconsciente é que essas mesmas pessoas que se converteram na mesma ou quase na mesma época em que me converti ao budismo, elas continuam as mesmas, não mudaram absolutamente nada em termos pessoais, no aspecto interno, como as suas próprias fraquezas e medos inerentes, alguns amigos ficaram até pior, pois parece que a cada ano eles estão mais distantes da realidade mundana de seu entorno, acreditando que um dia deus abrirá suas portas, só porque eles acreditam e pronuncia o “nome do senhor” deus pai.
Tipo, eles fazem ‘merdas’ em suas vidas e justificam que deus vai perdoar, pois ele é misericordioso e tem noção do quanto somos falhos, no entanto nenhum deles analisa ou refletem suas atitudes perante seus semelhantes, preferindo justificar a condição fraca e vulnerável do ser humano aqui na terra.
Não tendo como melhorar suas próprias condições negativas inerentes da ignorância em suas vidas, porque o “raciocínio” desse povo funciona deste modo; ‘quando acontecem coisas ruins na vida deles, foi o diabo, e quando acontecem coisas boas foi deus’!
A gravidade de todo esse morfético raciocínio é que ‘deus’ e o ‘diabo’ ainda vive no coletivo imaginário de muita gente e o ‘fenômeno vida’ requer objetividade e atitudes compatíveis com as nossas próprias condições terrenas.
Num português claro o que estou querendo dizer é que não adianta ‘viajar na maionese’ e não fazer nada em relação a sua vida real, viver de fé não nos leva a nenhum lugar, a propósito o único que vive da fé são os religiosos mal intencionados que fazem o uso da ignorância alheia, para o seu próprio benefício e enriquecimento ilícito.
Hoje quando observo pessoas que tive contato pessoal no passado e optaram na escolha de uma “religião” falsa, eu agradeço a vida por ter conhecido a filosofia budista, porque este conhecimento deixado por Buda no remoto passado é a fonte do conhecimento humano, uma herança abençoada que nos liberta de muitos aborrecimentos provenientes das nossas próprias escuridões fundamentais ou como todos a conhecemos como ignorância humana.
Não quero ser contraditório, mas o que quero dizer é que viver sem um direcionamento religioso pode ser penoso, mas viver com uma ‘religião falsa’ pode ser muito pior e até fatal.
A verdadeira religião nos liberta, pois nos direciona e nos ajuda a alcançar nossos objetivos em vida, porque a vida é um fenômeno subjetivo, não conseguimos explicar com palavras, ao mesmo tempo em que não podemos negar ou ignorar a sua existência, porque cada pessoa tem a sua própria vida.
“Viver” com base no mundano sem uma religião pode ser fatal!
Como assim?
Conhecemos muita gente materialista, que acreditam que para ser alguém temos que ter algo, e tais pessoas “vive” ostentando o que elas não possuem, apenas para manter as aparências, pois dizem que no mundo a gente só tem que aparecer, tendo tudo que o dinheiro pode comprar e não propriamente ser feliz, não tendo nada do que o mundo considera a própria felicidade, tendo “apenas” mais um dia de vida para realizarmos nossos sonhos.
No entanto quando vivemos o mundo ilusório materialista, sofremos ‘porque’ podemos enganar a todos com uma imagem ‘montada’ de nós e das nossas próprias vidas, mas a questão é que não podemos enganar a nós mesmos.
A verdadeira religião nos ensina a aceitar o que verdadeiramente somos por dentro e a ter gratidão por quem e o que somos de fato, mas principalmente a ter gratidão por este maravilhoso fenômeno chamado VIDA.
Não é exagero mencionar que “viver” sem um direcionamento filosófico e religioso pode ser fatal, porque um amigo muito mundano quase se matou, ao perder um emprego bom, tendo que devolver seu carro, foi despejado do apartamento onde morava por falta de pagamento e como não bastasse tantos acontecimentos ruins, sua ‘interesseira’ namorada o abandonou. (novidade)
E o que isso tem haver com religiões ou filosofias de vida?
Tem tudo haver, pois o infeliz tentou se suicidar tomando chumbinho, para quem não sabe ‘chumbinho’ era utilizado para matar ratos!
O ser humano é patético, quando está tudo bem em sua vida tendo um emprego bom, carro do ano, apartamento de luxo e uma bela namorada, ele se esquece que não somos apenas matéria (objetivo), temos o nosso lado espiritual (subjetivo) também, e devemos buscar o equilíbrio entre esses dois extremos, material sendo o objetivo e o espiritual como o nosso lado subjetivo.
“Viver” somente do mundano, sem ter um parâmetro espiritual que nos norteie ou direcione é sofrermos em vão, afinal de contas o papel fundamental de toda religião é livrar a humanidade do sofrimento.
Buda e Jesus mencionam em seus ensinamentos que ser humano algum veio ao mundo para sofrer, então eu os convido a uma reflexão, principalmente aos fanáticos religiosos; ‘se você afirma ter fé na sua religião e continua sofrendo, é porque algo está errado’, conforme as próprias promessas de Buda, Jesus e entre muitos outros seres de luz, que vieram nos ensinar a ‘arte de ser feliz’ aqui na terra!
Observe a sua vida, questione e reflita; vale mesmo apena viver uma fé que não está te livrando dos sofrimentos das suas próprias ignorâncias inerentes?
Para finalizar vou confessar uma opinião pessoal, ‘particularmente’ não conseguiria praticar outra religião que não fosse à budista, porque afinal de contas observo muitos devotos que oram intensamente a um ‘deus’ imaginário, e em pleno século XXI tais “devotos” não conseguem se libertar de suas angustias e sofrimentos e por mais que orem, mencionem o nome do ‘deus’ deles que supostamente acreditam ser maravilhoso, continuam sofrendo.
Pela lógica e no meu entender os propósitos de uma ‘religião’ é livrar a humanidade dos sofrimentos, se você pratica qualquer religião e continua sofrendo é porque você não está praticando uma religião verdadeira e talvez esteja na hora de conhecer uma religião de verdade, reflita!

Paulo RK

sexta-feira, 3 de março de 2017

Conflitos de gerações!

Oi gente desculpem pela minha longa demora para postar neste meu humilde blog, é que estou passando por uma dificuldade muito pessoal com o meu 'filho', esse da foto, o 'Legorin', já escrevi sobre ele por aqui, mencionando o quanto ele me faz feliz, despertando em mim o melhor lado humano que ainda me resta! (risos)
A questão é que desde fevereiro que estou para postar alguns pensamentos e reflexões relevantes, mas todas as vezes que sento em frente ao PC para dedicar algumas linhas no meu blog esse 'filhinho da boa mãe e pai', vem dormir no meu teclado.
Estaria tudo ótimo se o 'bola de pelo' só dormisse, mas não, quando ele ouve eu teclando, ele acorda com o barulho, como se eu estivesse o convidando para acordar e brincar comigo, me arranhando e mordendo meus dedos e mãos.
Estou cheio de hematomas nos meus braços e mãos, a minha alma está todo arranhado e mordido por dentro (risos), mas não consigo ficar com raiva deste "pestinha", porque na verdade ele só quer brincar, ele parece se divertir muito com tais peripécias de não me permitir fazer o que mais gosto de fazer, que é escrever em meu blog.
Como eu sei que ele se diverti com tais brincadeiras?
É que ele fica ronronando, como se fosse um motorzinho de carne, osso e pelos, pois dizem que quando o gato se sente protegido e feliz ele ronrona.
Agora por exemplo, está sendo uma luta ferrenha e a cada cinco palavras de uma frase que escrevo, tenho que pegar ele e jogar longe de mim, jogo ele na minha cama, e o danado é tão danado por ser um felino, que cai em pé e retorna saltitante em minha direção, muito fofo!
Meus pais me alertaram de que quando tivesse o meu filho, passaria pela mesma experiência dos conflitos de gerações, e neste exato momento que o 'Legorin' está me azucrinando com suas brincadeiras acredito que estou tendo as mesmas sensações que tiveram meus pais comigo.
Bom está mesmo muito difícil escrever nesses dias, só espero que ele cresça logo e amadureça se tornando num 'gatinho' mais sério, não me "perturbando" como está agora.
Na verdade, nem quero que ele cresça mentalmente, gosto dele assim, desse mesmo jeitinho de garoto peralta e cheio de energia pra gastar a noite inteira, mesmo eu morrendo de sono, me sentindo contrariado e com as minhas energias esgotadas, acredito que vale muito a pena passar uns nervosos com ele, afinal de contas eu também já fui criança e rebelde com meus pais, já fiz meus pais passarem muito nervoso comigo, agora é minha vez com o meu filhote bola de pele.
Mas olha, se alguém souber de alguma 'simpatia' que "espante" o Legorin do meu teclado para eu poder escrever em meu blog, não titubeie, pois preciso muito extravasar minhas emoções no único espaço onde possa desabafar de fato, porque se na vida está difícil falar com alguém, está muito mais complicado desabafar nossos dramas e crises existenciais para quem quer que seja.
Paulo RK